Capital maranhense oferece praias, baladas e um centro velho que é patrimônio mundial

São Luís do Maranhão é uma cidade dividida. De um lado está o centro velho com 398 anos de histórias nos interiores de grandes casarões e edifícios. Um acervo de cerca de três mil imóveis que, desde 1997, não é mais somente do Brasil, mas do mundo, já que a Unesco declarou São Luís Patrimônio Cultural da Humanidade .

Casarões do centro histórico de São Luís foram declarados Patrimônio Cultural da Humanidade
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Casarões do centro histórico de São Luís foram declarados Patrimônio Cultural da Humanidade


Já do outro lado das pontes José Sarney e Bandeira Tribuzzi, há uma cidade ainda jovem, com, no máximo, 40 anos, mas pulsante. Da orla da praia é possível ver diversos prédios em construção. Alguns apartamentos prontos ultrapassam o valor de R$ 1 milhão no mercado imobiliário.

Dividindo as duas São Luís está o rio Anil, com quase 14 km de extensão. De manhã ele é um; à tarde, outro. A cada 6 horas, a maré sobe e provoca uma variação de até sete metros em suas águas, "lavando" as avenidas em sua margem.

A capital do Maranhão , com seus quase um milhão de habitantes, está localizada na Ilha Upaon-Açu (do tupi guarani “ilha grande”), conhecida principalmente como Ilha de São Luís, também formada pelos municípios de Raposa, São José do Ribamar e Paço do Lumiar.

São Luís é uma cidade que não desampara. Ali, há opções para os praeiros em busca de sossego, mas também para a galera urbana à procura de lojas, bares, restaurantes e baladas. O município não engana que é capital: tem refúgios e natureza, mas também movimento, trânsito intenso, gente. 

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Veja opções do que fazer na cidade:

Praias

Jogo de futebol na orla, em São Luís
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Jogo de futebol na orla, em São Luís

Água e areia é o que não falta no Maranhão, já que o estado tem 640 quilômetros de litoral, o segundo maior do Brasil, atrás apenas da Bahia com 932. Porém, quem espera praias límpidas, de mar verde ou azul, como em boa parte do Nordeste brasileiro, irá se decepcionar. Por conta da grande quantidade de rios na cidade que desaguam no mar e também do mangue - Maranhão concentra cerca de 50% dos manguezais do País – as águas são escuras.

As praias do Calhau e do Meio , apesar da coloração turva, são limpas. Já Ponta D´Areia, São Marcos e Olho D´Água refletem os anos de descaso com o saneamento básico e estão, atualmente, impróprias para banho. A praia da Ponta D´Areia, mesmo poluída, vale uma visita pela vista que proporciona.

Para um bom banho de mar uma das opções é seguir até o município de São José do Ribamar , distante a 30 quilômetros de São Luís, e lá procurar pela praia de Araçagi, que fica a 19 quilômetros de centro. Por ser mais isolada, a praia é tranquila e quiosques simples de palha servem boa comida local.

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Centro histórico

Imóveis centenários ficam espalhados pela cidade
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Imóveis centenários ficam espalhados pela cidade

Passear pelas estreitas ruas de paralelepípedos de São Luís é um convite a voltar no tempo e viajar na história. A começar pela Igreja Nossa Senhora da Vitória , também conhecida como Igreja da Sé ou Metropolitana, a mais antiga da cidade, de 1629.

Outros tantos imóveis centenários se espalham pelas ruas da Estrela, das Trincheiras, Treze de Maio, Portugal, entre outras. Muitos dos casarões mostram uma particularidade da arquitetura local: as paredes revestidas por azulejos. Trazidos, principalmente, de Portugal, os azulejos foram uma forma encontrada pela amenizar o calor e a umidade dentro das casas.

Atualmente, no entanto, a beleza do centro histórico ameaça ruir com os prédios, que há décadas esperam por uma restauração. “O centro velho tombado pela Unesco está literalmente tombando. Precisa de uma reforma urgente”, lamenta Samenezes, guia e morador de São Luís.

Para quem quer conhecer um pouco mais da cultura e tradição da capital, a dica é visitar alguns – ou todos, se houver tempo – os 14 pequenos museus, que vão desde o Casa de Nhozinho , dedicado a miniaturas, até museus sobre arqueologia e história dos negros. A maioria tem entrada gratuita. Os pagos, como o de Arte Sacra e o Histórico e Artístico do Maranhão , cobram taxas simbólicas.

O centro é ideal também para comprar as diversas lembranças prometidas antes da viagem. Há vasta opção de artesanato local, feito em sua maioria com a fibra retirada da árvore do buriti.

No fim do dia, a pedida é ir à rua da Estrela, principal via do local, que se torna ponto de encontro para uma "gelada". Saiba, porém, que os botequins são bastante simples e não servem nada muito além de bebidas. Se a ideia é fazer uma refeição, o melhor é passar antes em outro local. Mas não pense que a noite acaba quando o copo fica vazio. Cantores de reggae, forró, MPB e sertanejo se revezam pelas praças até a madrugada.

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