O essencial de Cumuruxatiba

Por Felipe Carneiro, especial para o iG São Paulo

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A beleza que enche os olhos, retratada no destino quase intocado do extremo sul baiano

Cumuruxatiba. O nome é quase impronunciável, e o difícil acesso de aproximadamente 32 quilômetros de terra torna o lugar quase intocado. A beleza de Cumuru – apelido carinhoso – é estonteante. O destino se assemelha a uma aldeia de pescadores, isolada e cheia de surpresas. Lá, os estabelecimentos dificilmente trabalham com cartões bancários, e a vila não possui caixas eletrônicos. Perde-se em praticidade, mas também dá charme ao lugar.

O espetáculo da natureza começa cedo, por volta das cinco horas da manhã. Diferentemente da noite, quando o mar atinge toda a extensão de areia, chegando a cobrir a base de alguns coqueiros da pequena orla, pela manhã, ele surge recuado em mais de cem metros. Embarcações amanhecem encalhadas e toda a bancada de corais fica à mostra. Até pequenas árvores parecem nascidas no oceano. Não sabemos como é possível, mas em Cumuru é assim...

Felipe Carneiro
Quase intocada, Cumuruxatiba é uma ótima opção para quem busca sossego

 

Outro espetáculo  chega com a luz do amanhecer, refletindo-se água e a pintando de um azul intenso e claro, como uma pintura, borrada pelos pequenos barcos de pescadores que iniciam suas atividades. É, sem dúvida, um dos mais belos cartões postais do Brasil.


Felipe Carneiro
Com a maré baixa, a diversão das crianças fica garantida
À medida que as horas passam, a maré enche e mais pessoas são vistas caminhando pela areia - umas dez no total (claro que este número aumenta muitas vezes durante a temporada, quando o destino chega a ter sua população triplicada). É uma boa maneira de dizer que Cumuruxatiba é o sossego em destino, é quase um lugar esquecido, uma verdadeira dádiva para os amantes da paz.

A pequena rua central, que abriga a maioria das pousadas, dos restaurantes e do comércio local, fica cheia de gente até o anoitecer, quando a população se recolhe para o descanso do início da noite. Após as 22h, os quiosques de praia começam a tocar suas músicas. Em temporadas, o forró segue na praia até o raiar do dia.

 

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