O País tem ilhas para todos os gostos. Tranquilas ou badaladas, rústicas ou elegantes, descubra a que mais combina com você

Elas são um pedacinho de paraíso perdido no Oceano Atlântico. O acesso nem sempre é fácil, é verdade. Mas as praias praticamente desertas compensam todo o esforço.

De norte a sul, o Brasil oferece ilhas para todos os gostos. Tranquilas ou agitadas, rústicas ou elegantes, cada uma tem seu charme próprio.

Ilha Grande – Rio de Janeiro

O acesso às praias é por trilhas na mata ou passeios de barco
Getty Images
O acesso às praias é por trilhas na mata ou passeios de barco

Ao todo, 106 praias espalham-se caprichosamente pelo litoral recortado. A vila do Abraão é o pedaço mais movimentado da ilha, com pousadas e restaurantes. A partir dali há acessos por trilhas ou passeios de barco até as praias.

Lopes Mendes é uma das queridinhas dos turistas. Pudera. Suas águas formam diferentes tonalidades de azul e verde. Deserta, a sombra das amendoeiras é bem-vinda para fugir do sol. O acesso é por trilha, com cerca de duas horas de caminhada ou, se preferir, por barcos.

Em Sítio Forte, a maior atração fica debaixo d’água: os destroços do navio Pinguino, naufragado na década de 1960. Curiosos peixinhos coloridos, arraias, garoupas, meros e badejos gostam de nadar ao redor da embarcação. O acesso é por barco, em um passeio que dura em torno de duas horas.

Como chegar:
De Angra dos Reis até a Vila do Abraão você pode pegar uma barca que sai diariamente às 10h e custa R$ 6,50 de segunda a sexta, R$ 14 aos sábados e domingos. A travessia leva uma hora e meia.
Barcas S.A.: 0800 70 44 113. Uma forma mais rápida é pegar o catamarã que faz o trajeto em 45 minutos. O valor do traslado é R$ 25, em três horários: 8h, 11h e 16h.
Catamarã IGT: (24) 3365-6426


Ilha de Marajó – Pará

Além das belas praias, há manguezais, igarapés, lagos, dunas
Getty Images
Além das belas praias, há manguezais, igarapés, lagos, dunas

Lagos, manguezais, dunas, igarapés e as praias de rio fazem do arquipélago um cenário único. O belo espetáculo da pororoca, encontro das águas do Rio Amazonas e do Oceano Atlântico, pode ser conferido de maio a julho. No município de Soure, as Praias de Barra Velha e Pesqueiro contam com quiosques onde se pode provar o caldo de turu, espécie de molusco encontrado dentro do tronco de árvores.

Já a Praia de Joanes, em Salvaterra, é uma tranquilidade só. Uma curiosidade: suas águas ficam doces de janeiro a maio, quando é banhada pelo Rio Amazonas, e salgadas de junho a dezembro por causa do Oceano Atlântico. Dali, de uma esticadinha até as ruínas de uma igreja jesuítica do século 17, que merecem uma visita.

Símbolos da ilha, os búfalos estão por toda a parte, nas extensas planícies e nas estradas. Aqui se encontra o maior rebanho do animal no Brasil – maior até que a soma da população dos seus 15 municípios. E é no lombo dos dóceis búfalos que se pode percorrer as trilhas na mata nas fazendas locais.

Como chegar:
Em Belém vá até o Terminal Hidroviário, de onde saem barcos até Porto Camará, em Salvaterra, Ilha do Marajó. A viagem de barco dura três horas e custa R$ 15,89 (ida). As saídas ocorrem diariamente às 6h30 e 14h30.


Ilha de Boipeba – Bahia

Praias desertas são a recompensa dos aventureiros
Getty Images
Praias desertas são a recompensa dos aventureiros

 Se você quer sossego, encontrou a sua praia. Ou melhor, praias. Desertas, quase selvagens e com um mar azul-turquesa, elas compensam todo o esforço para chegar até lá. Da Praia Boca da Barra, no vilarejo, saem embarcações que levam aos outros pontos da ilha.

A Praia de Bainema esbanja águas calmas e transparentes, com uma orla emoldurada por fileiras de coqueiros. Com sorte, bandos de garças tornam o fim da tarde ainda mais especial. É preciso encarar uma caminhada de duas horas na trilha ou ir de barco, o que leva menos de uma hora.

Mais isolada ainda é a Ponta de Castelhanos. O acesso é apenas por barco, em uma passeio que dura em torno de 1h30. Na maré baixa, formam-se piscinas naturais com belos arrecifes, que convidam a um mergulho. E como as águas são transparentes, dá para ver o navio espanhol Madre de Dios, naufragado em 1535, que dá nome à praia.

Como chegar:
Aéreo: A partir do Aeroporto Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, há três voos diários às 8h30, 12h30 e 15h30. O percurso dura meia hora mais cinco minutos de lancha até Boca da Barra. O preço é de R$ 340. Na Addey (71) 3204-1393

Terrestre: De Torrinhas, faça a travessia de barco, em duas horas por R$ 10, ou de lancha rápida, feita em meia hora por R$ 25. De Valença, partem barcos que fazem a travessia em quatro horas por R$ 12, ou uma hora em lancha rápida por R$ 35 (71-3641-3011).


Ilhabela – São Paulo

Vale a pena encarar a caminhada para chegar até as praias escondidinhas
Getty Images
Vale a pena encarar a caminhada para chegar até as praias escondidinhas

As belezas da ilha agradam em cheio a todos os tipos de turistas. Para os baladeiros, as Praias do Curral e Saco da Capela oferecem bares e restaurantes que ficam lotados no verão. Já a elegante Saco do Indaiá tem o mar pontuado de veleiros branquinhos, que justificam a fama de capital da vela. Navios naufragados fazem a alegria de mergulhadores.

Para quem busca refúgio, há praias escondidinhas e deliciosas de serem descobertas. Depois de sacolejar por duas hores em um jipe na estrada de terra, a vista da extensa faixa de areia e águas cristalinas de Castelhanos é uma recompensa de encher os olhos. Ou vá de lancha, no passeio que dura cerca de uma hora. Para fechar com chave de ouro, pegue a trilha de 40 minutos até a Cachoeira do Gato.

Bonete tem acesso ainda mais difícil. É preciso encarar a trilha de quatro horas que começa em Borrifos. No sobe-e-desce do caminho, as cachoeiras da Lage e do Areado são paradas obrigatórias para repor as energias. Mas também dá para chegar mais rápido, em meia hora, por lancha.

Como chegar:
No Canal de São Sebastião, pegue a balsa. Diariamente, a cada 30 minutos das 6 às 23h, e a cada hora das 23h às 6h. Tarifa: R$ 12,70 (de segunda a sexta-feira) e R$ 19,10 (sábados e domingos).

Se quiser fugir das filas, agende e pague a travessia pelo site da Dersa. De segunda a sexta, a tarifa custa R$ 43,80 na ida e R$ 31 na volta. Sábados, domingos e feriados, a ida sai por R$ 65,60 e a volta, por R$ 46,60.


Ilha do Mel – Paraná

Na ilha, só é permitido se locomover a pé ou de bicicleta
Getty Images
Na ilha, só é permitido se locomover a pé ou de bicicleta

Deixe o carro na garagem. Na ilha, só é permitido se locomover a pé ou de bicicleta. Mas a iniciativa é mais do que válida para manter o título de Reserva da Biosfera, concedido pela Unesco. São 30 praias para todos os gostos.

A vila de pescadores da Praia de Encantadas reúne pousadas e restaurantes. Na temporada, seus barzinhos ficam apinhados de turistas à noite. Se a ideia é tranquilidade, pegue uma trilha dali até a vizinha Praia do Miguel. Depois de dez minutos de caminhada, chega-se ao lugar mais isolado e preservado da ilha, com seus costões cobertos por vegetação. Já os surfistas preferem as ondas fortes da Grande. Nas suas extremidades, se formam piscinas naturais e pequenas grutas.

Mas a ilha tem outras atrações. Pela localização estratégica, D. Pedro II mandou construir a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres para proteger o Brasil dos ataques espanhóis. A construção do século 18 abriga canhões que continuam apontados para a baía. Prepare o fôlego para encarar os 150 degraus até o mirante do Farol das Conchas. O mirante, de onde se tem uma visão de boa parte da ilha, compensa o esforço.

Como chegar:
A partir de Curitiba, há dois trajetos.
Pela BR-277 até Paranaguá, distante 90 km da capital do Paraná. De lá, vá até um dos pontos de embarque para a Ilha do Mel. São três saídas: às 9h30, 13h30 e 16h30. São duas horas de travessia que custam R$ 28, ida e volta.
Até Pontal do Sul, a 130 km de Curitiba, pelas rodovias BR-277, PR-407 e PR-412. Dali, pegue uma embarcação. As saídas acontecem de hora em horas das 8h às 18h. O percurso é de meia hora de travessia, com preços de R$ 13 na ida e R$ 10 na volta.

Mais informações: Abaline (Associação dos Barqueiros das Baías do Litoral Norte do Estado do Paraná): (41) 3425-6325, em Paranaguá, e (41) 3455-2616, em Pontal do Sul.

Quer saber mais sobre viagem? Siga a gente no @igturismo

___________________________________________________________________
** O iG Turismo não se responsabiliza pelos preços divulgados, sugerimos confirmar preços com agências e operadoras de viagens

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.