Longas caminhadas são recompensadas por paisagens surpreendentes na Bahia

Todo grande esforço requer uma proporcional dose de recompensa para valer a pena. No meio de uma trilha dura, há momentos de hesitação. Alguns titubeiam, ofegantes, considerando o que vão perder caso deem meia-volta. Outros preferem ir até o fim para não provar o arrependimento que pode ser ainda mais severo que os desafios do caminho. De qualquer forma, o ponto final provavelmente não trará muitas palavras à boca. A falta delas e o olhar vidrado, maravilhado com a magnitude da natureza, costumam ser a reação derradeira. Pelo menos quando o destino é a Chapada Diamantina.

Caminhada pela Chapada Diamantina oferece cenários incríveis
Getty Images
Caminhada pela Chapada Diamantina oferece cenários incríveis
Nos 152 mil hectares do Parque Nacional da Chapada e em seus arredores, delimitados pelas cidades de Lençóis - principal ponto de partida para as atrações -, Andaraí, Palmeiras, Mucugê e Itaeté , não faltam boas surpresas. Caso do Poço Encantado , que ficou 40 meses fechado pelo Ibama para adaptações ambientais. Reaberto neste ano, faz o visitante gastar um bom tempo parado e em silêncio antes de entender onde terminam as rochas e começa a água, de um azul de doer os olhos. Para ver o fenômeno, a melhor época é de abril a setembro, quando a gruta recebe mais raios de sol.

Ter preparo físico ajuda - mas não é preciso ser um atleta. Que o diga a servidora social Marta Balotin, de 58 anos. Apaixonada por ecoturismo, ela conheceu os montes, cachoeiras e grutas da chapada e ainda pretende visitar o Jalapão (TO) e a Chapada dos Veadeiros (GO). "Viajo sozinha ou com alguma amiga, compro todos os passeios com antecedência e, quando chego, só preciso preparar a mochila e dormir cedo para manter o pique", diz.

A motivação para vencer a preguiça vem do meio do mato, mais precisamente, do coração da Bahia. Plantas raras, quedas d’água cinematográficas e espeleotemas milenares. Tudo o que você precisa para chegar até eles é um tênis impermeável. E, claro, muita disposição. 

COMO CHEGAR:

SP- Salvador-SP: desde R$ 333 na Tam; R$ 400 na Webjet; R$ 415 na Avianca; R$ 454 na Azul e R$ 581 na Gol. De lá até Lençóis, ida e volta por R$ 433 na Trip ou R$ 108 de ônibus na Real Expresso.

O QUE LEVAR:

- Roupa de trilha
Calça de moletom, casaco e tênis impermeáveis para o frio, shorts e bonés para o sol. Prefira as meias de acrílico, que molham menos, às de algodão. As mulheres podem dar folga aos saltos e à maquiagem.

- Máquina fotográfica
Para fazer registros incríveis sem tirar nada da natureza.

O QUE FAZER:

- Cachaças
Há duas típicas da região, a Abaíra e a Serra das Almas. Ambas custam em torno de R$ 15 e são bem saborosas.

- Acessórios de pedras
Como a área foi reduto de exploração de diamante, não há muita riqueza em artesanato. Os colares e bugigangas feitos de pedras semipreciosas, entretanto, são uma boa recordação.

* A reportagem viajou a convite das prefeituras de Lençóis e Mucegê, CVC, Trip, Luck Adventure e Hotel Portal Lençóis

** O iG Turismo não se responsabiliza pelos preços divulgados. Sugerimos confirmar preços com agências e operadoras de viagens, bem como possíveis taxas extras e formas de pagamento.

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