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Serra do Navio desperta para o turismo

Ela de fato não é uma cidade tradicional

AE |

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Serra do Navio desperta para o turismo Por Bruna Tiussu Serra do Navio, 03 (AE) - Ela de fato não é uma cidade tradicional. Para começar, Serra do Navio tem apenas 10 anos. Antes, ainda na condição de vila, foi organizada de forma metódica: as casas são todas coladas e iguais, formando blocos idênticos. Escolas, mercados e lojas seguem a mesma estrutura, nada com muita cor. À noite, a iluminação pública é pouca, só não é menor que o número de estabelecimentos que se vê aberto e de gente circulando pelas ruas. Até parece uma prima brasileira da obscura ilha de Lost.

Toda sua peculiaridade, porém, tem explicação. Localizada a 210 quilômetros de Macapá, na região central do Estado - portanto, área rica em manganês -, foi pensada e administrada pela Indústria e Comércio de Minérios S.A. (conhecida como Icomi) durante os quase 50 anos em que a empresa ficou por ali. Com este modelo de organização, cumpria muito bem a função de "cama e mesa" dos trabalhadores. Ninguém precisava sair de lá para nada - até médicos especialistas eram levados em casos graves - e uma sirene diária com função de toque de recolher mantinha a eficiência laboral.

Agora, quase 15 anos depois que a companhia deixou o local, há um esforço para que sua feição industrial ceda espaço para outras vertentes, e Serra do Navio começa a despertar para outras potencialidade. O turismo, por exemplo.

Para descansar. Famílias inteiras da capital já têm a cidade como opção para um fim de semana de descanso ou destino para feriados prolongados. Pela distância razoável, infraestrutura básica - há algumas pousadas, mas nada que fuja do básico, e áreas para camping -, mas sobretudo por sua beleza natural.

Trilhas pela mata nativa que contam com poços e quedas d’água pelo caminho são opção de passeio no Parque Municipal do Canção. Outras atrações dependem de sua sorte: pássaros coloridos e tucanos são comuns ali. Assim como o beija-flor-brilho-de-fogo, grande e avermelhado, exclusivo da região.

Pedindo informação, é possível encontrar o parque sozinho. Porém, um guia é opção mais recomendada, e a instrução para chegar até um é simples assim: vá na prefeitura e procure o Janildo Almeida, secretário de turismo. Deixe o resto por conta dele.

No verão ou no inverno, a sensação de abafamento ganha alívio nas cachoeiras. Para alcançar a da Pedra Preta é preciso pegar um barquinho (cobra-se R$ 20 pelo trajeto) e em dez minutos se chega lá. árvores centenárias, com troncos e raízes gigantes, dão graça à panorâmica. O mesmo barco leva até a do Capivara, que durante o verão (época da seca) ganha altura impressionante. A distância, porém, é considerável: são 2 horas navegando.

Com profundidade de até 80 metros, a Lagoa Azul convida para um mergulho, antes ou depois do piquenique. Sua coloração entre o azul-turquesa e o verde-água, em meio à sempre barrenta água dos rios, é de se admirar. E se quiser entender a razão, receberá centenas de explicações. Melhor, então, deixar na lista das peculiaridades da cidade.

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