Lar de uma das sete maravilhas naturais, cidade quer se estruturar para receber mais turistas

Quando se fala em Tríplice Fronteira, a primeira imagem que vem à cabeça ainda é a dos sacoleiros que vão às cidades fronteiriças do Paraguai, Argentina e Brasil para fazer compras a preços baixos. No entanto, o perfil da região está mudando pouco a pouco e promete ter outras marcas, muito mais positivas. Na ponta brasileira, Foz do Iguaçu já começou o esforço para chamar atenção para as belezas do local.

Recentemente consagradas como uma das sete novas maravilhas da natureza no mundo – junto com a floresta Amazônica, a ilha de Jeju (Coreia do Sul), o rio subterrâneo de Puerto Princesa (Filipinas), a baía de Halong (Vietnã), o Parque Natural de Komodo (Indonésia) e a montanha da Mesa (África do Sul) –, as Cataratas do Iguaçu tiveram um aumento de 10% no número de visitantes desde o início da votação. Resultado do esforço de divulgação realizado tanto pelo lado brasileiro, quanto pelo argentino.

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Agora, o presidente do Fundo Iguaçu, Gilmar Piolla aposta em uma nova série de medidas para entregar ao turista não só uma das mais belas paisagens do planeta, mas também um destino diversificado e com infraestrutura de padrão internacional.

Foi realizado, por exemplo, um novo plano diretor para o aeroporto de Foz, atualmente em estado bastante defasado. Além das obras atuais, estão previstas melhorias não só básicas, como urgentes. 

Uma nova pista, mais estacionamentos e fingers móveis estão entre as promessas do plano, entregue em maio à consulta da Infraero. Estima-se que as mudanças exijam o investimento de R$ 500 milhões.

Outro projeto visa facilitar a localização e informação aos visitantes, como nova sinalização nas ruas, mais voltada para as opções turísticas; e funcionários capacitados e treinados em português, inglês e espanhol.

A hospedagem também já passa por mudanças. Com 22 mil leitos disponíveis, a cidade tem outros 2 mil em construção. Muitos deles, abrigados em redes de categoria econômica, como Íbis, Bourbon e Hollyday Inn.

Além das Cataratas

As belezas naturais não são o único foco das mudanças. Foz do Iguaçu planeja se tornar um destino para famílias e para eventos, não só melhorando o nível da rede hoteleira e dos centros de compras, como investindo em ações esportivas – como campeonatos de esportes radicais, como o X Games – e culturais. 

“Não basta crescer, é preciso fazer isso com qualidade”, diz Piolla, que prevê os ambiciosos projetos como iniciativas a longo prazo que deverão consumir investimentos em torno de R$ 1,5 bilhão para a ampliação e reforma de hotéis e restaurantes, melhorias nas vias e saneamento básico. 

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