Praias tranquilas e noites sossegadas são atrativos imperdíveis para quem quer relaxar

Até onde a vista alcança, não há sinal de badalação. Agitos são raros, celebridades passam despercebidas. Em muitos pontos, a Martinica destoa das ilhas caribenhas mais famosas : em lugar do aclamado fervor latino oferece aos visitantes paz e tranquilidade, roteiros históricos e natureza exuberante, pitadas de cultura local e uma herança francesa (a ilha faz parte do país europeu, na condição de departamento ultramarino). Por tudo isso, atrai muito mais famílias com crianças, idosos e casais em lua de mel que jovens e solteiros .

Na Martinica, paz e tranquilidade com cenário exuberante
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Na Martinica, paz e tranquilidade com cenário exuberante
Confirma o melhor do Caribe.

Um perfil que exige adaptação dos turistas aos horários locais: é comum, por exemplo, não encontrar restaurante aberto depois das 21h30. "Ao contrário das ilhas colonizadas por ingleses, como Santa Lúcia e Dominica, a Martinica não é famosa por suas baladas. Quem quer diversão noturna acaba indo para estas outras ilhas", diz o martinicano Karim Confiant. Mas nada disso significa marasmo - apenas que você terá de sincronizar seus horários.

À luz do dia, praias agitadas ou desertas ocupam a costa nos 80 quilômetros de comprimento e 34 quilômetros de largura, habitados por pouco mais de 400 mil moradores. As distâncias curtas são aliadas de quem deseja conhecer várias faixas de areia. Um carro alugado será muito bem-vindo: o transporte público deixa a desejar.

Como sempre faz calor na Martinica, a sensação é de verão eterno. A temperatura média fica em torno de 27 graus Celsius. Mas o ano é dividido em estações seca (inverno e primavera do Hemisfério Norte, entre dezembro e abril) e chuvosa (maio a novembro). O vento frequente ajuda a diminuir a sensação de calor, exatamente como nas vilas litorâneas do Nordeste brasileiro. E, mesmo na temporada, há espaço de sobra nas praias.

SALSA ITINERANTE
Nos clubes de salsa itinerantes, o máximo de agito na ilha
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Nos clubes de salsa itinerantes, o máximo de agito na ilha
Os esboços de vida noturna encontrados na Martinica ficam por conta dos clubes de salsa, cujos integrantes se reúnem aos sábados em uma cidade predefinida para promover espaços comunitários de dança. Às vezes há bandas ao vivo; em outras, DJs executam seus sets de salsa, o que inclui sucessos do repertório pop internacional, como músicas do U2 adaptadas.

O zouk, ritmo que nasceu na Martinica, se espalhou pelo Caribe e chegou ao Norte do Brasil, também faz sucesso em tais festas. "Eu não perco um evento. E acho que são importantes para que os jovens conheçam os ritmos", conta Raymond Maizeroi, morador da ilha.

Outra opção para quem busca algum agito noturno está em Pointe du Bout, na parte sul da Baía de Fort-de-France. Por lá, bares e restaurantes ficam abertos até um pouco mais tarde - algo como meia-noite. Trata-se de uma ótima opção para provar a culinária local, que mescla receitas francesas e creoles. Delícias preparadas com frutos do mar, ostras, porco e verduras frescas saem de cozinhas comandadas por chefs jovens e criativos, para serem acompanhadas de um bom vinho francês.

COMO IR
A Air Caraïbes (aircaraibes.com) tem três voos semanais, aos domingos, segundas e quintas-feiras, desde Belém (PA) diretamente a Fort-de-France, por a partir de 502,41 euros (R$ 1.240). É a opção mais prática - são apenas 3h30 de voo. Via Estados Unidos, são pelo menos duas paradas - como na American Airlines (aa.com.br): o trecho ida e volta, a partir de SP, custa desde R$ 4.071,94 -

VISTO
Não é necessário

VACINA
Exige-se a contra febre amarela

MOEDA
Euro

IDIOMA
Francês (boa parte da população também fala o creole)

CARRO
Alugue um para explorar a ilha - é preciso ter mais de 21 anos e carteira de motorista internacional válida. Há várias opções no próprio aeroporto

O QUE LEVAR
Tênis confortáveis As trilhas exigem calçado adequado, pois o caminho pode ser escorregadio

O QUE TRAZER
- Rum: A bebida tradicional da ilha é encontrada em todo lugar
- Temperos: A culinária local tem ingredientes interessantes, como o Colombo
- Madras: Típico de lá, o tecido quadriculado e colorido é usado em lenços e roupas

(*) Por Paulo Favero, de Fort-de-France (Martinica)

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