As mais incríveis estradas do mundo

Por Fernanda Castello Branco, especial para o iG

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Várias rodovias pelo mundo têm status de celebridade. Conheça as que oferecem belos ou exóticos cenários

Para muitas pessoas, viajar de carro é uma escolha. A liberdade de optar pelos horários mais adequados e de definir quais serão as paradas podem ser mais interessantes do que chegar rápido a um lugar. Pode até demorar mais, mas a chance de curtir a paisagem compensa.

Pelo mundo, algumas têm status de celebridade. Cheias de curvas e revelando belos ou exóticos cenários, as rodovias mais bonitas nem sempre são fáceis. Algumas, por serem sinuosas demais, exigem bastante experiência ao volante. Selecionamos as estradas mais badaladas do mundo, com suas localizações e principais características. Elas provam que o melhor da viagem pode começar antes mesmo da chegada ao destino final. Escolha a sua e pise no acelerador.

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Rota 66

Thinkstock/Getty Images
Rota 66: a mais famosa do mundo

Onde: Estados Unidos.
Como chegar: para percorrer a estrada inteira, a viagem começa em Chicago ou em Los Angeles.

Certamente a estrada mais famosa do mundo, a Rota 66 existe desde 1926. Ela começava em Chicago e passava por vários estados americanos, como Kansas, Texas, Novo México e Arizona, terminando em Santa Mônica, na Califórnia, exatamente 3.755 quilômetros depois. Desde 1985, ela existe apenas como rota histórica, reconhecida pelo governo dos Estados Unidos por sua relevância turística e cultural. Importância histórica a Rota 66 tem de sobra: nos seus acostamentos foram abertos os primeiros motel e McDonald´s do país.

Entre os pontos turísticos da estrada está o Cadillac Ranch, ponto em Amarillo, Texas, onde fica uma escultura feita em 1974 por integrantes do grupo de arte Ant Farm, usando dez modelos de automóveis da marca Cadillac.

 

Estrada Stelvio

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Ciclistas desfrutam a paisagem enquanto percorrem as curvas da estrada
Onde: Itália.
Como chegar: a viagem pode começar em Bolzano, perto da fronteira suíça.
Localizada nos Alpes italianos, a Stelvio liga a estrada Valtellina Merano com o Vale do Ádige. É uma das mais altas da região, ficando a cerca de 2.757 metros acima do nível do mar. Exige atenção do motorista: tem 48 curvas entre as montanhas e é muito estreita em determinados pontos do percurso. Em compensação, oferece uma paisagem deslumbrante.

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Trollstigen

Divulgação
Trollstigen: mirantes, cachoeiras e paredões rochosos podem ser vistos ao longo da sequência de onze curvas

Onde: Noruega.
Como chegar: o aeroporto mais próximo é o de Molde. De carro, a viagem dura seis horas saindo de Oslo ou quatro horas saindo de Trondheim.

Localizada na Noruega, a Trollstigen é famosa pelas paisagens que oferece aos viajantes. Mirantes, cachoeiras e paredões rochosos podem ser vistos por aqueles que encaram a sequência de onze curvas. Na encosta mais íngreme, é preciso ter coragem. Além da viagem em si, a estrada oferece inúmeras possibilidades de experiências e atividades ao redor. Caminhadas, passeios de bicicletas e esqui são algumas opções.

 

Transfagarasan

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Estrada romena tem curvas acentuadas
Onde: Romênia.
Como chegar: para os que querem percorrer a estrada inteira, a viagem pode começar em Sibiu ou em Pitesti.

Estrada mais alta pavimentada da Romênia, a Transfagarasan (grafia exata, em romeno) foi construída entre 1970 e 1974 para ser rota estratégica do ex-didator Nicolae Ceausescu. A estrada liga regiões da Transilvânia à Walachia, e as cidades de Sibiu e Pitesti. As paisagens mais bonitas ficam na extremidade norte, onde as curvas também são mais acentuadas. Mas é na parte sul, perto da aldeia de Arefu, que fica um castelo que serviu de morada a Vlad III, o mesmo que inspirou o personagem Drácula.

Lá há estacionamento e um caminho para que os viajantes possam visitar as ruínas. No topo da montanha, a estrada dá acesso ao Balea Lake, um lago glacial com milhares de anos. Em 2006, o primeiro hotel de gelo na Europa Oriental foi construído nas proximidades do lago. Entre outubro e junho, a Transfagarasan fica coberta por neve e, por esse motivo, é fechada.

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Pacific Coast Highway

Thinkstock/Getty Images
Pacific Coast Highway: vista para o litoral da Califórnia, em mais de mil quilômetros e 33 pontes

Onde: Califórnia, Estados Unidos.
Como chegar: para aqueles que quiserem percorrer toda a estrada, a viagem pode começar em Dana Point ou em Oxnard.

Recebe o nome de Pacific Coast Highway o trecho da State Route 1 ou Highway 1, a maior estrada costeira da Califórnia, Estados Unidos. A fama desta estrada vem das belíssimas paisagens praianas ao longo de toda a sua extensão. Quem encarar a viagem pela Pacific Coast Highway percorrerá boa parte do litoral da Califórnia, espalhados por mais de mil quilômetros, e cruzará 33 pontes. Entre as cidades atravessadas durante a viagem estão Los Angeles, Long Beach, além dos balneários de Santa Monica e Malibu.

 

Rodovia Lysebotn

Onde: Noruega.
Como chegar: a viagem pode começar em Stavanger.

Flickr/Leo-setä
A estrada Lysebotn não é para viajantes de estômago sensível
Uma das mais desafiadoras da Europa, a Rodovia Lysebotn requer atenção do motorista, mas rende uma viagem repleta de emoção. Ela tem mais de um quilômetro de túnel, 27 curvas bem fechadas e sai da cidade de Lysefjord. Dizem que a emoção é tanta que os últimos 30 quilômetros da Lysebotn parecem uma montanha-russa.

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Icefields Parkway

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Icefields Parkway: a estrada liga dois parques nacionais do Canadá, o Banff e o Jasper

Onde: Canadá.
Como chegar: sua viagem pode começar em Banff.

Considerada uma das estradas mais bonitas do mundo, a Icefields Parkway liga dois parques nacionais do Canadá, o Banff e o Jasper. Também conhecida como Highway 93 Alberta do Norte, a estrada atravessa a paisagem acidentada das Montanhas Rochosas canadenses. Com 230 quilômetros de extensão, esta estrada foi concluída em 1940 e nos meses de julho e agosto recebe até 100 mil veículos por mês.

Por ter duas pistas e alguns corredores de passagem, os riscos decorrentes das curvas acentuadas são menores. Mas os motoristas devem ficar atentos a animais e veículos parados no acostamento. Pode nevar em qualquer época do ano, provocando, algumas vezes, o fechamento da estrada.

 

Estrada da Montanha Jebel Hafeet

IrenicRhonda / Flickr
Jebel Hafeet: em pleno deserto

Onde: Emirados Árabes Unidos.
Como chegar: a viagem pode começar por Oman, a cerca de uma hora e meia de Dubai (de carro).

Enquanto atravessa quilômetros, o motorista e seus passageiros podem apreciar a beleza do deserto. Com 60 voltas, a Estrada da Montanha Jebel Hafeet tem como cenário uma montanha de 1.219 metros de altura, circundada por um deserto. O caminho de 12 quilômetros pela montanha alterna retas e curvas, fazendo da viagem uma boa pedida para quem gosta de dirigir. A estrada termina em um local que conta com estacionamento, hotel e um palácio de propriedade de governantes do país.

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Estrada Los Caracoles

Thelma Marrot / Flickr
Estrada Los Caracoles: sem grades de proteção pela Cordilheira dos Andes

Onde: Chile e Argentina.
Como chegar: a viagem pode começar em Santiago, capital do Chile, e terminar em Mendonza, Argentina.

Uma estrada que se transforma em um verdadeiro desafio para os motoristas. Assim é a Estrada Los Caracoles, que passa pela Cordilheira dos Andes sem grades de proteção. Quando está coberta por neve -o que acorre durante boa parte do ano -, torna-se ainda mais perigosa. Mas a vista faz muitos motoristas se arriscarem.

 

Túnel Guoliang

Flickr/Fang Chen
Estrada pavimentada foi construída por 13 moradores locais

Onde: China.
Como chegar: a viagem começa na província chinesa de Hunan, cuja capital é a cidade de Changsha.

Construída por 13 moradores do vilarejo local, esta estrada – que, na verdade, é um túnel rodoviário com 1.200 metros de comprimento, cinco metros de altura e quatro de largura -, foi aberta entre as rochas das montanhas Taihang, na província chinesa de Hunan. Sua inauguração aconteceu em 1977 e toda a construção levou apenas cinco anos. Muitos moradores da província morreram durante a construção do túnel, o que aumenta o número de histórias a seu respeito e lhe rendeu o apelido de “a estrada que não suporta erros”.

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Camino a Los Yungas (ou “Estrada da Morte”)

Flickr / SURF&ROCK (Miguel Navaza)
Camino a Los Yungas: não a toa é chamada de estrada da morte

Onde: Bolívia.
Como chegar: a viagem começa em La Paz e termina em Corioco, se o plano for percorrer a lendária e perigosa estrada em toda sua extensão.

A fama da Estrada da Morte percorre o mundo desde 1995, quando ganhou esse apelido. Ela tem 70 quilômetros de extensão, liga as cidades de La Paz e Corioco e é pouco usada pelos locais. Também é muito perigosa: sem grade de proteção e com chuvas e muita neblina bastante comuns na região. O apelido mórbido pode ser justificado não apenas pela fama de perigosa. São registrados cerca de 300 mortes por ano, causadas por acidentes que acontecem, em média, a cada duas semanas. Apesar do perigo, quem viaja à Bolívia em busca de aventura costuma incluir a travessia da Estrada da Morte entre os passeios imperdíveis.

 

Rodovia Atlântica

Flickr/supervillain
A bela ponte da Rodovia Atlântica vale a viagem
Onde: Noruega.
Como chegar: a viagem deve começar em Molde ou em Kristiansund, pois os oito quilômetros da estrada ligam as duas cidades.

Vale a viagem até mesmo pelo título recebido pela Atlântica, considerada a mais bonita construção norueguesa do século 20. Ligando as cidades de Molde e Kristiansund, ela tem apenas oito quilômetros de extensão e conta com várias elevações. O cenário ao redor é lindíssimo, especialmente nos pontos em que a elevação é bastante acentuada. A impressão é a de que o carro está suspenso no ar.

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Iroha-Zaka

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Cachoeiras e muito verde na estrada Iroha-Zaka
Onde: Japão.
Como chegar: a viagem pode começar no centro de Nikko, cidade conhecida por ficar na entrada do Nikko National Park.

Muitas curvas sinuosas. Para ser mais exato, 48 curvas fechadas, de cada lado. A rodovia tem uma pista para subida e uma para descida. Cada curva ganhou o nome de uma letra de um alfabeto japonês antigo. A viagem fica ainda mais interessante se o viajante souber que a Iroha-Zaka é um ponto importante da história do Japão: os monges budistas atravessavam esse caminho a pé, em peregrinação, até o lago Chuzenji.


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