Mercados a céu aberto, monumentos milenares, ruínas de civilizações antigas, vida noturna agitada e um povo hospitaleiro

Capital da Jordânia, Amã é conhecida como a cidade branca
Camila Nascimento
Capital da Jordânia, Amã é conhecida como a cidade branca
Foram 24 horas de viagem – com duas escalas – até chegar a Amã, capital da Jordânia. Confesso que embarquei com a preocupação (para não dizer medo) de viajar para uma das regiões mais conflituosas do mundo, o Oriente Médio.

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A Jordânia é cercada pelo Iraque, Síria, Arábia Saudita, Israel e territórios palestinos. Mas bastou uma volta pela cidade para entender que naquele país o radicalismo político e religioso que domina a região não fazia parte da rotina dos jordanianos. O país talvez seja o mais seguro e equilibrado da região. Ou, como eles definem, um país livre.

A primeira parada foi no centro. Ruas estreitas, cheia de lojas. Descobri que estava no mercado a céu aberto da cidade – local que eles chamam de Souk. De ouro a especiarias, tudo é vendido por lá. Já sabia que pechinchar é sempre uma boa opção no mundo árabe – você pode levar um produto até pela metade do preço cobrado inicialmente -, mas o que me chamou mais a atenção foram as pessoas.

Os véus usados pelas mulheres são estranhos a qualquer ocidental. Especialmente em um calor de quase 30ºC. Mas são a beleza dos jordanianos – pele morena, cabelos negros e olhos marcantes, em sua maioria – e a simpatia que ganham destaque e convidam a conhecer mais e mais aquele povo e sua cultura. São de sorriso fácil e extremamente prestativos.

Em uma das lojas, aceitei o chá que muitos vendedores já tinham oferecido. Não sei dizer do que era feito, mas é bom. Recomendo. Segui também a sugestão dada pelo jovem Ali, um jordaniano de 19 anos, para ir a Rainbow Street. Como Amã e suas colinas não facilitam a caminhada, fui de táxi. Eles são abundantes e baratos.

A Rainbow Street fica no bairro histórico de Jabal Amman. Região com galerias de arte e cafés, também é o coração da vida noturna da cidade. A balada pode passar a madrugada, com homens e mulheres dançando no mesmo ambiente e bebendo cerveja e arak – bebida preparada com uvas fermentadas e destiladas e aromatizada com anis. Bem turista, parei no Books@Café, uma combinação de livraria, café e restaurante bem moderna. Pedi um café e sentei à mesa no terraço até o pôr-do-sol.
Jerash e a pequena Citadela

No dia seguinte, uma viagem ao passado. Fui para Jerash, cidade greco-romana localizada a 48 quilômetros ao norte de Amã. Considerado um dos maiores e mais bem preservados lugares da cultura romana no mundo, fora da Itália, lá tudo é imponente.

As ruínas marcam as diferentes civilizações que habitaram o local. Os períodos neolítico, grego, romano e bizantino estão registrados na cidade que já foi uma das maiores do Império Romano e reconstruída inúmeras vezes após a passagem de grandes terremotos.
Me senti pequena diante da grandiosidade do Templo de Zeus, impressionada com a acústica e conservação do anfiteatro e sem entender como os mosaicos do período bizantino, que formavam o piso das igrejas, seguem lá para serem vistos e fotografados.

Antes de ir embora, assisti a uma apresentação no hipódromo, onde são encenados lutas e jogos da época do Império Romano.

Arco de Adriano marca a entrada da cidade de Jerash
Camila Nascimento
Arco de Adriano marca a entrada da cidade de Jerash
De volta a Amã, continuei com a minha viagem ao passado. Afinal, estava no Oriente Médio e história ali não falta. Fui para o alto de uma colina, a Cidadela, onde ruínas de palácios e muralhas e um Museu de Antropologia contam a história dos povos que passaram pela cidade.

De lá, também constatei o motivo da capital do país ser conhecida como “cidade branca”. A pedra caliza, usada na construção de casas e edifícios, cria um espetáculo de brancura sob o sol. A vista é fantástica e disparei a fotografar. Dica: tire uma ou duas fotos – todas serão muito semelhantes, senão iguais.

Brincadeiras de lado, planeje-se para ir no fim de tarde, um pouco antes do pôr-do-sol. Com o sol se pondo, a cor da cidade muda e o som das preces ecoando dos minaretes das mesquitas domina a capital. Um espetáculo a céu aberto.

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* A repórter viajou a convite da Jordan Tourism Board


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