Escolha como quer chegar até Santiago de Compostela: a pé, de bike ou a cavalo. E se prepare para suar a camisa

O Caminho de Santiago pode ser feito a pé, de bicicleta ou a cavalo. Todo o percurso é sinalizado com setas amarelas pintadas nas estradas, muros e árvores. Onde você menos imagina, surge uma setinha para dar a direção.

Mesmo assim, leve um mapa com o roteiro. O Guia Mundicamino é um dos mais completos e está disponível na internet. Sozinho ou em grupo, tenha certeza de que vai encontrar muitos peregrinos pelo percurso - e fazer boas amizades.

As setas amarelas estão em todo o percurso
Getty Images
As setas amarelas estão em todo o percurso
A pé

Fazer o percurso a pé é o modo mais tradicional e preferido pelos peregrinos. E nem é preciso ser  superatleta para encarar o trajeto. O mais importante é caminhar no seu ritmo. Normalmente, os peregrinos percorrem até 30 quilômetros por dia. No início do percurso, faça caminhadas mais curtas e vá aumentando a cada dia.

Dedique um cuidado especial aos seus pés. Botas são mais indicadas, já que evitam a torção nos tornozelos – e, de preferência, que estejam um pouco gastas. Tente manter os pés secos, mas saiba que as bolhas são quase inevitáveis.

Alguns peregrinos usam cajados para distribuir o peso do corpo e espantar animais selvagens, um costume que vem da Idade Média. Mais modernos, os bastões para trekking são feitos de alumínio e fibra de carbono, levíssimos e com regulagem de altura, cabendo em qualquer cantinho.

Bicigrinos percorrem o povoado de Villafranca del Bierzo
Mike 42/Flickr
Bicigrinos percorrem o povoado de Villafranca del Bierzo
De bicicleta

Que tal dar um toque de adrenalina à viagem? O Caminho de Santiago também pode ser feito de bicicleta. Os adeptos foram batizados de bicigrinos. Para eles, sobram motivos para percorrer o trajeto de bike.

Pedalando, você chega antes que os outros peregrinos nas cidades e tem mais tempo para conhecer os monumentos e igrejas. Também dá para sair da rota e e se aventurar pelos povoados das redondezas. Em cima da magrela, o trajeto é menos cansativo que a caminhada, mas prepare-se: em alguns locais, será preciso empurrar e até mesmo carregá-la nas costas.

A bagagem é levada nos alforjes, sem o incômodo de carregar a mochila nas costas. Reserve espaço para equipamentos de emergência como câmara e reserva de bomba, ferramentas para a corrente e troca de pneu, além de chaves de boca, de fenda e Philips.

Antes de viajar, faça uma revisão completa e equipe sua bike com suspensão dianteira, paralamas, protetores de câmara de ar e sinalizador traseiro. Fique tranquilo: há dezenas de borracharias espalhadas pelo caminho. Você pode alugar, mas o ideal é levar sua própria bicicleta, com a qual já está acostumado. Uma dica: os modelos dobráveis ocupam menos espaço e peso na bagagem.

Aomo na Idade Média, alguns fazem o caminho na garupa do cavalo
Fresco Tours/Flickr
Aomo na Idade Média, alguns fazem o caminho na garupa do cavalo
A cavalo

Você pode percorrer o Caminho como os nobres e cavaleiros templários faziam durante a Idade Média: na garupa do cavalo. Embora seja cada vez mais raro, ainda é possível encontrar peregrinos galopando pelas rotas.

Como o custo para levar o animal é muito alto, o mais viável é comprar um cavalo próximo ao lugar de partida. Nesse caso, terá que antecipar a viagem em alguns dias para percorrer as hípicas da redondeza.

Durante o trajeto, faça pausas para o animal descansar, se alimentar e beber água. Se para o peregrino não faltam opções de pernoite, dos mais simples aos luxuosos, é recomendável encontrar um local que garanta segurança à montaria. Alguns hotéis e albergues contam com estábulos. Já em outros, procure acomodar o cavalo em estrebarias ou pequenas áreas com pastos.


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