Sede da Copa do Mundo de futebol Sub-20, país é polo para esportes de aventura e tem paisagens exuberantes com praias, montanhas e vulcões

Não é injusto dizer que o mundo conheceu a Nova Zelândia pelos filmes do diretor Peter Jackson: afinal, as trilogias “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit” mostraram um verdadeiro festival de paisagens exuberantes do país, localizado no sudoeste do Pacífico e formado por duas ilhas.

No Brasil, muita gente têm buscado ver essas paisagens mais de perto. No último ano, o número de brasileiros que visitou a Nova Zelândia subiu 10,4%, alcançando a marca de 12.240 pessoas. De acordo com o governo neozelandês, 62% destes visitantes são turistas e 82% foram ao país pela primeira vez.

Fãs da obra de J. R. R. Tolkien e do diretor Peter Jackson não podem perder Hobbiton, que serviu de locação para “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”
Ian Brodie
Fãs da obra de J. R. R. Tolkien e do diretor Peter Jackson não podem perder Hobbiton, que serviu de locação para “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”

“Nos beneficiamos muito dos filmes, que foram populares em todo o mundo”, afirma Kevin Bowler, chefe do Tourism New Zealand (TNZ), órgão do Departamento de Turismo neozelandês, em entrevista exclusiva ao iG. “No caso do Brasil também há um fator econômico. As pessoas se sentem um pouco mais confiantes para viajar."

O potencial econômico foi uma das razões de, há um ano e meio, o Brasil ter sido escolhido como um dos três mercados de investimento da Nova Zelândia, junto com a Indonésia e a Índia. O tamanho da população brasileira também ajudou no interesse neozelandês, bem como a possibilidade de operar, de São Paulo, a divulgação do destino em países como Chile e Argentina.

A Nova Zelândia oferece um contraste à enorme extensão do Brasil: juntas, as duas ilhas têm tamanho similar ao do Japão e cerca de 4,4 milhões de habitantes - um número cerca de 2,5 vezes menor do que a da população da cidade de São Paulo.

Parte do apelo está justamente nas distâncias reduzidas: sem grandes deslocamentos, é fácil visitar cenários tão diversos quanto geleiras, fiordes, vinhedos, montanhas, florestas, vulcões, desertos e praias.

“Talvez fosse possível encontrar muitas dessas paisagens na América do Sul, mas seria preciso viajar horas de avião para ir de um ponto a outro. Na Nova Zelândia, é tudo muito perto”, diz Bowler.

Esportes e aventura

Como o país é escolha popular entre estudantes que querem aprender inglês, a maior parte dos brasileiros que visita o país é jovem. Para este público, um grande atrativo é a possibilidade de praticar esportes de aventura como bungee jumping, salto de paraquedas, jetboat, rafting, esqui, surfe, caminhadas ao ar livre, entre outros.

Conhecer a Nova Zelândia de bicicleta é uma opção segura e divertida
Miles Holden
Conhecer a Nova Zelândia de bicicleta é uma opção segura e divertida

Uma das novas apostas é o ciclismo: nos últimos cinco anos o governo investiu na preparação de uma rede com 20 trilhas, que vão desde as bem difíceis, para entusiastas do mountain biking, às mais divertidas, como as que passam por vinhedos. No caminho, há restaurantes, acomodação e serviço de transporte de malas.

Outra atração popular é Hobbiton, o local construído para servir como o vilarejo dos Hobbits nos filmes de Peter Jackson. Lá, guias turísticos explicam detalhes sobre as filmagens e a obra de J.R.R. Tolkien, que inspirou as trilogias.

Bowler destaca que, apesar da imagem jovem, a Nova Zelândia também é um bom destino para os mais velhos. “Temos uma ampla rede de hotéis de luxo, ótima comida e ótimos vinhos. Com exceção dos lugares realmente turísticos, o visitante se sente como se não houvesse outros viajantes. Dá para se movimentar muito facilmente, assimilar tudo e ter uma real sensação de segurança, conforto e tranquilidade."

Voos e preços

A presença brasileira na Nova Zelândia ainda esbarra em um obstáculo: o trajeto até lá. Como não há voos diretos partindo do Brasil, os mais curtos fazem escala em Santiago do Chile e, a partir de dezembro, Buenos Aires. Saindo destas cidades, o tempo dentro da aeronave é de cerca de 14 horas.

Os preços variam dependendo de promoções e a antecedência da compra, mas costumam ficar na casa dos R$ 4 mil. Bowler, porém, espera que o aumento da demanda estimule as companhias a ampliar os serviços, o que resultará em preços mais competitivos: “Você não deveria ter de pagar muito mais para ir à Nova Zelândia do que à Europa."

O turismo brasileiro na Nova Zelândia, em números:
-    12.240 visitaram o país no ao passado
-    82% foram pela primeira vez
-    20% viajaram no mês de janeiro
-    17% eram estudantes
-    17% visitaram amigos e família
-    98% visitaram outro país na mesma viagem
-    4,2 mil dólares neozelandeses (R$ 8,9 mil) é o gasto médio do turista latino-americano no país


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