Capital econômica e cultural de Israel tem intensa vida noturna e reúne pontos importantes da história do país

Para quem tem uma visão de Israel tendo como ponto básico apenas a religiosidade e os pontos históricos de Jerusalém , chegar a Tel Aviv causa uma agradável surpresa. Com 3,7 milhões de habitantes em sua área metropolitana, considerada o centro econômico e cultural do país, Tel Aviv reúne as belezas de ser uma cidade litorânea, banhada pelas águas do Mar Mediterrâneo , possui uma agitada vida noturna e ao mesmo tempo está repleta de lugares que contam parte fundamentais da história do povo judeu.

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Embora a fundação oficial tenha ocorrido em 1909, Tel Aviv é uma cidade bastante antiga. Suas origens se encontram em Jafa (também conhecida como Yaffo), que nasceu há 3.000 anos e com inegável importância religiosa. Segundo a Bíblia, por exemplo, foi de lá que o profeta Jonas saiu rumo à Társis, de barco, sendo engolido no caminho por uma baleia.

Por isso, uma das melhores formas de começar a explorar Tel Aviv é justamente por Jafa, onde o visitante precisará de bastante disposição e tempo (pelo menos três horas) para conhecer seus pontos mais importantes. Como por exemplo o jardim Gan HaPisga, local usado para concertos a céu aberto no verão e de onde se tem uma bela vista do litoral da cidade. Por lá também se encontra a Estátua da Fé, escultura que celebra a religiosidade do povo judeu, destacando o sonho de Jacó, o sacrifício de Isaque e a queda de Jericó.

Entre outros lugares importantes para os cristãos em Jafa está a Igreja de São Pedro, construída no século 18. Segundo o Novo Testamento, foi em Jafa que o apóstolo Pedro supostamente ressuscitou Tabita, conhecida por seu trabalho de ajuda aos mais necessitados da cidade. Outra atração interessante é a Torre do Relógio, erguida em 1901 para festejar o aniversário de 25 anos do governo turco na cidade.

Depois da criação de Tel Aviv, quando 66 famílias ocuparam uma área ao Norte do porto de Jafa, em 1909, a antiga cidade começou a perder importância e entrar em decadência, à medida que o novo bairro começava a se expandir. Foi só depois da vitória dos judeus na guerra da independência, em 1948, que Jafa foi absorvida por Tel Aviv e teve seu núcleo revitalizado. Tanto que a cidade é conhecida hoje como Tel Aviv-Yaffo.

A revitalização trouxe a Jafa novos restaurantes, lojas e cafés, construídos em antigos armazéns do porto, como a antiga estação de trem Hatachana, localizada entre a região das praias de Tel Aviv e Neve Tzedek, o primeiro bairro judeu da cidade formado fora de Jaffa.

Com a revitalização, a região transformou-se ainda numa espécie de ponto de encontro dos artistas de Jerusalém. Uma das atrações mais interessantes do local é o Museu de Arte Étnica e Aplicada Ilana Goor, instalado em um edifício construído no século 18 e que também serve de residência para jovens artistas.

A Cidade Branca

Com a maior concentração de prédios do mundo construídos no estilo Bauhaus, Tel Aviv foi considerada em 2003 patrimônio mundial pela Unesco, graças às quase quatro mil edificações erguidas entre os anos 1930 e 40, recebendo o nome de “Cidade Branca”. Boa parte deles estão localizados na região central da cidade, especialmente na Avenida Rothschild, uma via bastante arborizada e com amplas ciclovias e quiosques onde se pode tomar um café ou fazer uma rápida refeição. Nas redondezas, a oferta de restaurantes e clubes noturnos é intensa.

Na Avenida Rothshild, por sinal, encontra-se um dos prédios mais importantes para a história de Israel, a Sala da Independência, onde em 14 de maio de 1948 o político Ben Gurion declarou a independência do país dos britânicos.

Para quem não passa sem fazer suas compras, a região central também reserva vários mercados. Um dos mais famosos é o Shuk HaCarmel, onde é possível conhecer e saborear algumas receitas típicas, passando por diversas barracas de frutas, legumes, queijos, doces, especiarias, louças coloridas e souvenires.

Assim é Tel Aviv, que reúne a beleza de seus calçadões à beira-mar, modernos hotéis, clubes noturnos e restaurantes de alto padrão, contrastando com pontos importantes da história de Israel. Um passeio imperdível.

(*) O jornalista viajou a convite do Ministério do Turismo de Israel

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