No sítio arqueológico de Teotihuacan é possível subir na terceira maior pirâmide do mundo

Firmín é um senhor de 69 anos com muito mais gás que muito jovem de 27 anos. Quer a prova? Foi ele quem acompanhou a reportagem do iG no passeio pelas magníficas ruínas de Teotihuacan , antiga cidade que fica a 70km do centro da Cidade do México , tombada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1987. Firmín trabalha no local como guia e sabe a história de cabo a rabo. Todos os dias, ele repete para centenas de visitantes tudo o que estudou sobre Teotihuacan, e mostra disposição de sobra nas duas horas de passeio sob sol forte.

É lá no sítio arqueológico da cidade que está localizada a Pirâmide da Lua e a do Sol (a segunda maior pirâmide de todo o México e a terceira maior do mundo). Pisar em uma cidade que foi fundada antes da era cristã já dá arrepios. Mas subir até o topo da pirâmide do Sol dá mais ainda. A história é envolta em mistério. E Firmín sabe onde colocar as vírgulas e tônicas para transformá-la em novela. Segundo ele, pouco se sabe sobre os teotihuacanes (o nome do povo foi dado pelos astecas), que chegou a formar uma comunidades de mais de 125 mil pessoas. Mas especula-se que chegaram ao local no ano 100 a.C., e deixaram a cidade em 800 d.C, muito provavelmente por situações climáticas, como uma severa seca, ou a invasão de povos nômades.

Do que já se escavou (segundo o guia, 50% da cidade ainda está escondida), é possível garantir que o povo que viveu ali tinha exímia habilidade manual e usava recursos moderníssimos para, por exemplo, erguer suas construções. Além de ter um conhecimento imenso em astronomia e geometria. Uma curiosidade é a grande incidência – proposital ou não – do número 9 nos dados da construção. A Pirâmide do Sol tem 63 m de altura (a soma dá 9), 45º de inclinação (4+5=9), 243 degraus, 225 m² de esquina a esquina....

Como chegar em Teotihuacan
Para visitar a antiga cidade a partir da Cidade do México é possível alugar um carro, ir de excursão ou de ônibus. Se optar por esta última alternativa, dirija-se ao Terminal Central de Autobuses del Norte  e busque o guichê da Autobuses Teotihuacán. Lá, compre seu bilhete (40 pesos) reforçando que quer ir para as pirâmides. Caso contrário corre-se o risco de parar no centro da cidade de San Juan de Teotihuacan e não no sítio arqueológico.

A viagem dura em torno de 1h20. Logo na entrada do centro, vendedores tentam a todo custo chamar a atenção dos visitantes para os restaurantes. Mais à frente, no estacionamento, barraquinhas com roupas, pedras, enfeites e chapéus, que acabam salvando a vida de quem não caprichou no protetor solar. Um modelo grande de palha custa cerca de 100 pesos.

Antes de passear pelas pirâmides, visitamos o museu do sítio arqueológico (60 pesos). Para quem gosta de ver de perto peças de milhares e milhares de anos, vale a parada.

Disposição para dar e vender
Além das pirâmides, Teotihuacan exibe ainda a Calçada dos Mortos, um tipo de “avenida” que cruza, de ponta a ponta, a civilização. Em um dos extremos, está a Pirâmide da Lua, que é um pouco mais baixa que a do Sol. Reza a lenda que a primeira suga toda energia ruim e a segunda, a repõe. 

No dia que o iG visitou o sítio arqueológico, o sol estava rachando na hora em que começamos a subida à Pirâmide do Sol. Firmín, que refaz esses passos todos os dias, parou no terceiro dos cinco níveis da construção. Em certos momentos, falta fôlego, mas a vista compensa. Quando finalmente alcançamos o topo, uma ventania tomou conta da região e, de longe, vimos uma tempestade tomar velocidade. Era hora de descer.

Por conta do tempo, não conseguimos subir na Pirâmide da Lua, mas pegamos mais uma dica valiosa: por toda extensão da Calçada dos Mortos, vendedores exibem peças de prata e pedra. São verdadeiras e é um ótimo lugar para pechinchar. A gana pela venda é tamanha que tinha gente aceitando peso, dólar e até real! Para finalizar o passeio, vale uma passadinha no Templo de Quetzalpápalot. O labirinto de ruínas te leva para outra era.

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* A repórter viajou a convite do IHG (InterContinental Hotels Group), Grupo Presidente, AeroMéxico e da Secretaria de Turismo do Governo da Cidade do México

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