Na capital portuguesa, 12 horas bastam para visitar as principais atrações. Fizemos um roteiro para ajudar na missão

Lisboa  é uma cidade pequena, e o roteiro turístico essencial pode ser concluído em um dia. Mas não limite sua estada em 24 horas. Guarde ao menos mais um dia para desvendar os muitos segredos da capital portuguesa.

8h – A jornada começa na Praça da Figueira , onde passa o bonde número 12, em Lisboa chamado de elétrico. Para subir no bonde, é importante ter dinheiro trocado. A viagem curta, de cerca de 15 minutos, leva até o Castelo de São Jorge , a atração mais visitada de Lisboa. Aproveite o trajeto para fazer fotos e vídeos do pesado veículo disputando espaço com carros e pedestres nas estreitas ruas do centro da cidade.

Veja alguns dos principais pontos turísticos:

8h30 – Após descer no ponto que leva ao Castelo, é preciso caminhar alguns metros, com direito a uma ladeira que pode incomodar os mais preguiçosos. Como a viagem está apenas começando, a reclamação é proibida. Até porque, ao chegar ao destino, a vista que se tem de Lisboa lá de cima justifica qualquer sacrifício. A construção é tão fascinante que não é exagero gastar duas horas com fotos e paradas para descansar e admirar a cidade lá embaixo

10h30 – Retornando pelo mesmo caminho que levou ao Castelo, dê uma parada no Miradouro de Santa Luzia , que oferece uma linda vista do Rio Tejo. No mirante, é quase certa a presença de um artista de rua que complementa o passeio com uma bela trilha sonora.

11h – Ao lado do Miradouro, uma escadaria leva ao charmoso bairro da Alfama , que passa por um merecido processo de revitalização. As vielas, repletas de casas humildes, já começam a exibir alguns sinais de prosperidade, como bares e lojas que há alguns anos não caberiam ali.

11h30 – Ao fim das vielas, o destino é a Praça do Comércio . Para chegar até lá, a caminhada é de cerca de 10 minutos. Pegue a rua de São João da Praça, vire na rua Arco de Jesus e chegue à rua Cais de Santarém. Depois, é só seguir em frente até o destino. Também conhecida como Terreiro do Paço, a praça já foi o local do palácio real português, destruído no terremoto de 1755. Marco da reconstrução da cidade comandada pelo Marquês de Pombal, a Praça do Comércio já foi também um grande estacionamento de carros, projeto felizmente desfeito na década de 1990. É a chance de descansar alguns minutos à beira do Tejo .

Arcos da rua Augusta, um dos pontos mais fotografados de Lisboa
Getty Images
Arcos da rua Augusta, um dos pontos mais fotografados de Lisboa

12h – Na outra extremidade da Praça do Comércio, não há como não notar o enorme Arco da rua Augusta , erguido após o terremoto, demolido e posteriormente reerguido. Recentemente, um elevador, seguido por alguns lances de escada, tornou possível subir até o topo do arco e admirar a vista de cima.

12h30 – A rua Augusta é uma boa alternativa para comprar lembranças da cidade, já que há ali uma infinidade de lojinhas. Feitas as compras, siga até a rua de Santa Justa, vire à esquerda e veja ao fundo outra das importantes atrações de Lisboa: o Elevador de Santa Justa . As filas são constantes, portanto arme-se de paciência para comprar o bilhete e apreciar mais uma bela vista da cidade do alto.

- Confira outras atrações em Lisboa que valem a visita

13h30 – O passeio de elevador poupa apenas alguns lances de escada e leva até o bairro do Chiado , um dos mais charmosos da cidade. Ótimo para comer e fazer compras, é um bom exemplo da mistura de moderno e antigo que tem se intensificado em Lisboa nos últimos anos. É no Chiado, mais precisamente na rua Garret, que se localiza o famoso Café A Brasileira , no qual o turista é recebido por uma estátua do poeta Fernando Pessoa sentado à mesa. A cadeira vazia é um convite a uma foto.

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Paulo Tescarolo
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14h – Registrado o encontro histórico, é hora de comer. Restaurantes que se tornaram atração turística potencializam a chance de um atendimento ruim, e o A Brasileira não é exceção. Ainda assim, o ambiente justifica a teimosia, e as mesas ao ar livre costumam ter melhor atendimento. A comida não deixa a desejar, e as melhores pedidas são o bacalhau e o polvo à lagareiro, ambos assados e servidos com batatas ao murro e bastante azeite.

16h – Duas horas são mais do que necessárias para descansar as pernas e forrar o estômago. Retome a caminhada de volta ao ponto anterior, a Praça do Comércio. É de lá que sai o elétrico 15E, em direção a Algés. Após 30 minutos de passeio, desça na estação Mosteiro dos Jerônimos , onde ficam outras das importantes atrações da cidade.

16h30 – O Mosteiro dos Jerônimos e a Igreja de Santa Maria de Belém , que são conjugados, guardam os túmulos de reis portugueses, do navegador Vasco da Gama e dos escritores Luís Vaz de Camões, Alexandre Herculano e Fernando Pessoa. A entrada na igreja é gratuita, enquanto o mosteiro é pago e costuma ter fila. Ainda assim, vale a paciência para conhecer o belo jardim interno.

Faça um tour pelas ruas do centro de Lisboa:

17h30 – Saindo do mosteiro, siga à esquerda em direção à rua de Belém, onde fica a confeitaria que faz os tradicionais Pastéis de Belém . Não se espante com a fila do lado de fora. Ignore-a, entre nos labirintos que compõem o local e busque uma mesa para se sentar. A última etapa dos corredores costuma ter lugares vazios. Delicie-se com a incomparável guloseima e, se houver espaço, prove também o pastel de bacalhau, no Brasil conhecido como bolinho.

18h30 – Ao deixar a confeitaria, siga de volta em direção ao mosteiro, busque a margem do Tejo e ande cerca de 15 minutos até localizar, ao lado do rio, a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos , ponto final da maratona. Se ainda tiver disposição, vale conhecer as duas construções por dentro, embora ambas valham muito mais se admiradas pelo lado de fora.

Depois de voltar ao hotel e tomar um banho, se ainda houver energia, a noite de Lisboa tem boas atrações. Os mais animados devem gostar do bairro Cais do Sodré , que nos últimos anos tornou-se o point preferido dos lisboetas. As melhores pedidas são o Sol e Pesca, mescla de bar e tasca com mesas disputadíssimas, e a Pensão Amor, com ar mais moderninho. Se a noite pedir algo mais leve, uma opção é jantar na região das Docas , à beira do Tejo. O restaurante 5 Oceanos é o mais concorrido, sobretudo as mesas com vista para a água. Mas é possível comer sem fazer reservas.

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(*) O jornalista viajou a convite da Associação Turismo de Lisboa

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