Índice considera cinco categorias de acordo com o perfil de viajantes. Descubra qual é a ideal para você

Brasil Econômico

Quem pensa em fazer compras no exterior, seja em busca de preços mais baixos, marcas internacionais inexistentes no Brasil ou novidades deve considerar as características da cidade e verificar se são adequadas ao seu perfil de comprador para encontrar o lugar ideal. Um indicador pode ajudar a fazer a escolha. Na Europa, conhecida como o principal destino quando se trata de comércio de luxo, Londres foi a cidade eleita como a melhor para compras pelo índice da Globe Shopper, que comparou 33 cidades. 

O índice considerou cinco categorias: compras, preços, conveniência, hotéis e transporte e cultura e clima.


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Na capital do Reino Unido, a variedade, o número de marcas locais e internacionais e a localização de famosas ruas comerciais, como Oxford e Carnaby, bem como grandes mercados, como Covent Garden se destacam aos olhos do comprador estrangeiro. A cidade tem três grandes shoppings, número que não é usual no continente. Apenas Istambul, na Turquia, e Moscou, capital da Rússia, têm mais.

Por outro lado, a cidade tem um clima chuvoso que pode interferir na experiência de compra e hotéis e transporte mais caros quando comparados a outras cidades do continente. A segurança na cidade e a rigidez para obtenção de visto (desnecessário para brasileiros) também são itens que pesam na escolha.

As cidades espanholas Madri e Barcelona, por exemplo, estão melhores posicionadas quando são comparados todos os quesitos. Barcelona está em primeiro lugar quando são considerados itens de luxo.

Para quem busca custo, cidades situadas no Leste Europeu, como Kiev e Sofia, capitais da Ucrânia e Bulgária, bem como Dublin, pontuam bem no quesito liquidações sazonais e preços baixos. Uma corrida de táxi em Genebra pode custar 17 vezes mais do que em Kiev e um quarto de hotel dois estrelas é três vezes mais caro em Paris que em Sofia. Por outro lado, essas cidades são mais inseguras.

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Uma dica para os viajantes é que, na Europa, poucas cidades oferecem lojas que ficam abertas até às sete horas da noite durante a semana. Em algumas, lojas fecham na segunda pela manhã, e também por até duas horas durante o almoço.

Seja um viajante motivado por estímulos; que não goste de surpresas; seja interessado em marcas internacionais, que busque as últimas novidades ou goste de barganhar, é possível encontrar uma cidade que se encaixe no seu gosto pessoal. Isso porque todas as cidades oferecem bons resultados em pelo menos uma categoria.

Tatiana Jardim, 29 anos, gerente de marketing da agência de turismo Maktour, gosta de comprar enquanto faz turismo, e elege Londres como sua cidade preferida para compras. “A cidade tem butiques e também lojas populares e outlets ao redor da cidade. Gosto do seu conceito de shopping ao ar livre”, conta. Ela destaca ainda a facilidade de transporte. ”O centro de compras é fácil de acessar.”

Vista de Victoria Harbour e da Ilha de Hong Kong
Divulgação/InterContinental Hong Kong
Vista de Victoria Harbour e da Ilha de Hong Kong

Emergente
Um mercado em crescimento, a região da Ásia e do Pacífico tem grande potencial para compras. Entre os turistas que vão a Hong Kong, 87% já tem como objetivo comprar. Não à toa, a região administrativa especial da China que abriga butiques no Distrito Central, perto da rua Chater, e lojas descoladas da Causeway, foi eleita a melhor para este fim na região.

O destaque são produtos com preços acessíveis, muitas atrações culturais e culinária variada. O problema é encontrar onde ficar. Isso porque a ocupação de hotéis na cidade é alta, o que joga os preços para cima.

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Já Kuala Lumpur, capital da Malásia, tem indicadores consistentes, e está posicionada entre as dez melhores em cada categoria analisada. De novo, preços acessíveis, variedade de produtos e grande número de lojas são o destaque. A cidade abriga três dos dez maiores shoppings do mundo. Quem busca barganhas deve visitar os mercados da rua Petaling.

Por causa de taxas altas, a chinesa Xangai é a mais cara quando se trata de uma cesta de produtos, e tem clima úmido, menos agradável ao turista estrangeiro, assim como restrições de visto. Por outro lado, ambas têm grande infraestrutura de turismo. Xangai, por exemplo, é a primeira colocada em termos de conveniência. Para quem busca produtos de qualidade, e menos imitações, o destino deve ser Nagoya, no Japão.

As cidades mais baratas da região, Ho Chi Min, no Vietnã, Dhaka, em Bangladesh, e Jacarta, na Índia, não estão bem posicionadas em outras categorias, como infraestrutura e segurança, que devem ser consideradas pelos visitantes. As cidades com produtos mais baratos tendem a ter cesta de produtos mais cara, e vice-versa.

Para saber qual a cidade ideal para seu perfil, visite www.globeshopperindex.com .

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