Marco da história das grandes navegações é uma das principais atrações turísticas da Cidade do Cabo, na África do Sul

Nos livros escolares, o Cabo da Boa Esperança é um ponto no extremo Sul do continente africano, quase na “esquina” do oceano Atlântico com o Índico, famoso pelos naufrágios impostos a navegadores portugueses do século 15. Para o navegador Bartolomeu Dias, que o cruzou pela primeira vez em 1488, era o Cabo das Tormentas. Para a coroa portuguesa de então, que o rebatizou com o nome atual, foi um marco na descoberta da rota marítima para as Índias Orientais. Para quem visita a Cidade do Cabo, na África do Sul, é um passeio turístico quase obrigatório, não só pelas referências históricas, mas também pela imponência da paisagem local.

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Localizado cerca de 50 quilômetros ao Sul da Cidade do Cabo, o Cabo da Boa Esperança é o ponto final da icônica Table Mountain, cadeia de montanhas considerada hoje uma das sete novas maravilhas naturais do mundo, ao lado das Cataratas do Iguaçu e do rio Amazonas.

Para quem sai da Cidade do Cabo, o passeio até lá consome um dia inteiro e inclui paradas para a visita de outras atrações. Uma delas é o pequeno porto de Hout, na baia de mesmo nome, de onde saem barcos para a observação de colônias de leões marinhos. Outra é a colônia de pinguins africanos na praia de Boulders, uma das três únicas no continente, e uma das duas localizadas na costa continental da África do Sul.

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O caminho em si vale a visita. Há duas rotas principais para se chegar ao Cabo da Boa Esperança. Uma delas, a que empresas de turismo costumam usar na ida, é a que fica a Oeste da famosa Table Mountain, mirante natural da cidade. Ela passa por bairros nobres cheios de belas casas empoleiradas em encostas rochosas, e segue pela Victoria Road e pela Chapmans Peak, estradas estreitas e sinuosas, que serpenteiam acompanhando as reentrâncias da silhueta dos costões. Há mirantes no caminho, com vistas de praias e encostas, onde é possível esticar as pernas em bancos à sombra de árvores curvadas pela insistência do vento.

Placa em inglês e africâner, o idioma dos colonizadores da África do Sul, identifica o Cabo da Boa Esperança
Dubes Sônego
Placa em inglês e africâner, o idioma dos colonizadores da África do Sul, identifica o Cabo da Boa Esperança

Para quem gosta, a proximidade com animais é outro atrativo do passeio. No porto de Hout, primeira parada no trajeto, mesmo quem dispensa o tour de barco pode ver focas nadando languidamente perto do cais. Em Simons Town, é possível chegar a menos de um metro de distância dos pinguins africanos que fazem seus ninhos nas dunas da praia. Logo mais a frente, já perto da entrada do parque onde está o farol do cabo da Boa esperança, é comum cruzar de carro com babuínos à beira da estrada.

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O ponto alto do roteiro, no entanto, é mesmo seu final, os últimos doze quilômetros que separam a entrada do Table Mountain National Park da ponta do Cabo da Boa Esperança. Algumas empresas de turismo oferecem a opção de o visitante cobrir este último trecho em duas rodas, sobre uma bicicleta – elas são transportadas em reboques pelos micro-ônibus usados no passeio. É um trajeto leve, quase todo em descida, que vale o esforço. No meio do caminho há ainda uma parada para um lanche de almoço.

A vegetação do parque é quase toda rasteira, formada por pequenos arbustos, muitos deles com pequenas flores. Trata-se, na verdade, de uma das maiores concentrações de espécies de plantas do gênero em todo o continente africano. São contadas aos milhares. Há também animais soltos no parque, como emas, zebras, antílopes, babuínos e raposas.

No fim da estrada, há uma placa na qual se lê, em inglês e africâner, a inscrição “Cabo da Boa Esperança – o ponto extremo do Sudoeste do continente africano”, acompanhada da latitude e longitude local. De lá, é possível subir o costão por uma trilha e observar de cima a bela vista das praias no entorno. O caminho morro acima leva ainda aos faróis construídos na ponta do Cabo da Boa Esperança, e de onde se tem a melhor vista da costa que deixou viúvas tantas gajas portuguesas.

Serviço:
Duas empresas locais que fazem o passeio são:

- Bazbus
Day Trippers


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