Marcas de guerra, museus e monumentos revivem o passado recente da história húngara

Os interessados em se aprofundar no passado socialista da Hungria têm diversas opções de passeios em Budapeste. O tour pode começar com uma caminhada até o topo de Buda.

Sobre o pico de Géllert, a 235 metros de altura, está a Estátua da Liberdade (o trajeto, que leva cerca de 30 minutos a pé, pode também ser feito de ônibus). O monumento foi erguido em 1947 como celebração à suposta libertação da Hungria pelas tropas soviéticas ao fim da Segunda Guerra Mundial, e é um dos poucos exemplares construídos durante o período que não foi removido com o término da Guerra Fria.

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Casa do Terror revela com riqueza de detalhes os horrores do período comunista na Hungria
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Casa do Terror revela com riqueza de detalhes os horrores do período comunista na Hungria

A estátua – junto com o pedestal que a ergue ela chega a 40 metros de altura –, está à frente da Citadella, um forte construído em 1851. Durante a Revolução Húngara de 1956, em uma revolta popular contra a tirania soviética, a construção serviu de quartel general aos soldados russos. Marcas de tiros e balas de canhão nas paredes são cicatrizes evidentes da batalha perdida pelos húngaros. Além do peso histórico, uma volta pelo forte propicia, talvez, a melhor vista de Peste e do Danúbio.

A segunda escala é na Casa do Terror (rua Andrássy, 60). O museu foi aberto em 2002 e foca nos períodos mais sombrios da história recente húngara: a ocupação nazista, entre 1944 e 1945, e o regime comunista, que foi de 1949 a 1989. O segundo período, bem mais longo, ocupa a maior parte das exposições.

Como o nome do museu, que é também um memorial às vítimas dessas ditaduras, já dá a entender, na Casa do Terror não espere ser poupado dos detalhes sórdidos. Fotos acompanhadas de longos textos mostram os passos que levaram o país progressivamente às mãos de ditadores. Algemas, pistolas e uniformes de guardas e de prisioneiros da época ficam expostos pelos corredores. Instalações de arte moderna procuram passar uma fração da sensação de angústia e desespero dos que caíram nas mãos do serviço secreto comunista. No subterrâneo, salas de interrogatório e tortura foram recriadas para que o visitante consiga entender algumas das táticas usadas para quebrar a força de vontade dos prisioneiros.

Por fim, vença a preguiça e encare uma visita ao Parque das Estátuas , que fica a dez quilômetros ao Sul do centro de Budapeste (rua Balatoni) museu a céu aberto abriga 42 das estátuas erguidas pelos soviéticos na capital durante os 40 anos que a Hungria esteve sob influência do Leste. Lá está exposta a maior parte das obras que não foram destruídas por húngaros em fúria nos primeiros momentos da libertação ou que, como aconteceu com a Estátua da Liberdade, não permaneceram no local original como memórias de um período pouco agradável. Além das estátuas originais, há recriações artísticas e filmes que remetem ao período.

O acesso ao museu é fácil. É possível pegar um ônibus direto, que sai do centro da cidade e pode ser agendado no site. Ou, por um pouco menos, pegar o ônibus 150, que sai de Buda, da estação Ujbuda Kozpont, e descer na parada “Memento Park”. O caminho dura cerca de 20 minutos.

* O repórter viajou a convite da agência de intercâmbios STB e da Contiki

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