Arquiteto mineiro decide viajar pelo mundo pedalando sua bike para ter mais contato humano e maleabilidade no trajeto

O arquiteto Argus Caruso, de 36 anos, percorreu, pedalando, 28 países em três anos e meio. A escolha da bicicleta foi feita tendo em mente os anseios para este projeto. “Queria encontrar pessoas e ter tempo de cumprimentá-las”, diz ele, que já havia viajado em um veleiro durante quatro meses e achou a experiência muito introspectiva. “O contato humano que você tem com as pessoas enquanto pedala dá um toque especial à viagem. Eu estava sempre pensando onde ia comer, dormir, se era perigoso ou não eu estar em determinado lugar, se as pessoas iam ficar com medo de mim.”

“O contato humano que você tem enquanto pedala dá um toque especial à viagem
Arquivo pessoal
“O contato humano que você tem enquanto pedala dá um toque especial à viagem", diz Caruso

A preparação da viagem do arquiteto mineiro envolveu do físico à escolha de caminhos alternativos, mais tranquilos, para evitar riscos de acidente com automóveis. Segundo Caruso, o preparo físico pode ser feito no próprio percurso, com as primeiras semanas em terrenos planos. Para saber o que levar, ele pesquisava projeto de outros viajantes e pedia dicas. “Por isso, hoje, no meu site, faço questão de manter uma lista de materiais que usei na viagem”, conta o viajante, que sempre postou suas viagens no site . O mais importante é o conceito geral da bagagem, o mais leve possível.

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Caruso começou fazendo a rota pesquisando custos, duração e equipamentos
Arquivo pessoal
Caruso começou fazendo a rota pesquisando custos, duração e equipamentos

O roteiro foi feito pensando em rotas históricas – Rota Inca, da Companhia das Índias Orientais, da seda, das caravanas do Império Romano etc. Junto a isso, ele buscou um percurso perto da Linha do Equador por causa do clima, estudou épocas de chuva (principalmente monções) e buscou grandes bacias hidrográficas para tentar seguir os vales dos rios. Os documentos, foi conseguindo no caminho. “Sempre tinha em mente uns quatro ou cinco próximos países e estudava onde seria melhor conseguir seus vistos. Dá trabalho e exige paciência, mas não tem outra solução, tem de ter vistos para entrar em vários países.”

Caruso começou fazendo a rota, pesquisando custos, duração e equipamentos. Depois montou o projeto de educação à distância Pedalando e Educando, o qual aplicou em escolas nos diferentes lugares que visitou na Oceania, Ásia, Europa, África e América do Sul. “Estudei estratégias de ensino, divulgação e montei o site”, lembra ele, que, periodicamente, enviava às instituições de ensino ao redor do mundo relatos e fotos de suas viagens com o objetivo de despertar o interesse dos alunos por história, geografia e cultura local.

“Determinação e vontade são virtudes essenciais numa viagem como essa”, garante.

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