Casal percorre mais de 240 mil km no espaço aéreo e aprende que desapego material e malas pequenas são essenciais nesse tipo de viagem

Quando decidiu que era preciso dar um tempo na carreira, a diretora de Recursos Humanos Janaína Nascimento, de 35 anos, resolveu dar a volta ao mundo com o marido. A viagem aconteceu por 15 países da Ásia, América do Norte, do Sul e Europa entre meados de 2010 e 2011, basicamente em avião – cerca de 150 mil milhas percorridas pelo espaço aéreo (mais de 240 mil km).

Preparar o início da viagem não foi tarefa das mais complicadas, mas exigiu bom senso e consenso, afinal, viajar acompanhado exige o respeito à vontade alheia. Foram dois meses de preparação, nos quais o mais complicado foi resolver onde queriam ir, o quanto queriam planejar e o quanto deixariam aberto ao impulso de estar em um lugar e decidir, de repente, ir para outro. “O acordo básico foi que não queríamos pegar clima frio em nenhum lugar”, afirma Janaína. “Depois, definimos os continentes. Planejamos ir para a Ásia em agosto, período de alta temporada – por isso tivemos que nos antecipar, comprar passagens e reservar hotel antes. E em outubro estaríamos na América do Norte, época de baixa temporada, o que facilitava e não exigiria tanto planejamento”, completa.

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Arquivo pessoal
"Queríamos ter toda a liberdade de estender a viagem se fosse o caso, diz Janaína

Morador de Londres, capital da Inglaterra, o casal decidiu entregar a casa onde vivia de aluguel. Afinal, seria muito tempo fora, e o custo e a preocupação de manutenção exigiriam tempo e dinheiro demais dos viajantes. “A gente fechou a casa e deixou tudo em caixas num galpão. Queríamos ter toda a liberdade de estender a viagem se fosse o caso.” E foi o que aconteceu. Quando chegaram na parte final, na América Latina, decidiram voltar para a China, onde ficaram por mais dois meses.

Pouco tempo antes de voltar a Londres, Janaína e o marido tiveram de buscar outro apartamento para alugar, pensar em novos empregos, em retirar os móveis e pertences do galpão e, definitivamente, aceitar a realidade do fim da viagem – que não foi fácil, segundo Janaína.

Entre todos os aprendizados que eles tiveram durante esse ano longe de casa, completamente imersos no mundo, um ficará marcado e servirá de guia para as próximas viagens: o desprendimento. “Tive que me desapegar de bens materiais, resolver o que era essencial carregar. Fazer o download dos guias dos lugares que íamos visitar também ajudou bastante. Além disso, passaporte e cartão de crédito, remédios e pouca roupa. Dá pra ser feliz com muito pouco”, garante.

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