Controle e etiqueta são bom começo para se dar bem nas casas de jogos no exterior

Proibido no Brasil desde 1946, os cassinos atraem atenção não apenas de uma elite que tem acesso às grandes casas de jogos no exterior, mas também milhares de brasileiros de classe média que procuram cruzeiros e destinos próximos onde a atividade é regularizada. Uruguai, Chile e Argentina, além de Caribe, disputam a preferência do novo turista brasileiro, que começa a experimentar a euforia de apostar em máquinas caça-níquel, mesas de carteado e roletas, sem infringir a lei.

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Como os jogos de azar geram euforia no apostador, é recomendável estabelecer um limite de gasto
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Como os jogos de azar geram euforia no apostador, é recomendável estabelecer um limite de gasto
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Cada país tem uma legislação diferente com relação aos jogos de azar. E, dentro dos países, cada cassino tem regras diferentes sobre os jogos, consumo de bebida alcoólica durante as apostas, comida, cigarro e comportamento. Por isso, o primeiro passo para o novato é observar as regras do jogo. Saber o que é permitido e o que não é evitará constrangimentos.

O pior deles é perder o controle e gastar mais do que sua capacidade financeira. Cuidado com o mito da sorte de principiante. Como os jogos de azar geram euforia no apostador, é recomendável estabelecer um limite de gasto. Não é à toa que o jogo compulsivo ou patológico foi reconhecido como doença pela Organização Mundial de Saúde em 1992.

Na maioria dos países da América Latina é preciso ser maior de 18 anos para entrar no cassino, mas raramente se pede uma identificação na entrada ou nos caixas onde se troca fichas por dinheiro. Em alguns casos, a idade mínima sobe para 21 anos. A bebida alcoólica é liberada nos locais de jogo e alguns estabelecimentos permitem também o consumo de comida e cigarros. Por motivo de segurança, quase todos os cassinos proíbem fotografias, mesmo que os retratados autorizem a imagem. 

Na maioria dos países da América Latina é preciso ser maior de 18 para entrar no cassino
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Na maioria dos países da América Latina é preciso ser maior de 18 para entrar no cassino
Não é proibido, mas pode ser constrangedor observar outros jogadores em suas apostas durante muito tempo. Caso a intenção do turista seja observar para aprender a jogar, é uma questão de etiqueta perguntar ao apostador se ele se incomoda em lhe ajudar. Qualquer problema, um funcionário uniformizado poderá esclarecer dúvidas. Outra dica de etiqueta é fazer uso de lencinhos umedecidos ou álcool gel. Como os ambientes são fechados e diversas pessoas tocam os mesmos botões, lavar as mãos é também uma questão de saúde.

Os maiores cassinos oferecem uma espécie de cartão fidelidade, que pode ser feito gratuitamente. Com o cartão, o apostador acumula pontos que podem ser trocados por prêmios ou bebidas. Para fazer um é necessário apresentar documento de identidade.

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Ao voltar ao Brasil, o turista que entrar no País com mais de R$ 10 mil deve fazer a Declaração Eletrônica de Porte de Valores (e-DPV) à fiscalização aduaneira, para validação do dinheiro.

Investimento

No Uruguai, a lei prevê duas modalidades de cassino: 100% privado ou misto, no qual o investimento é privado e a operação é estatal. O único cassino privado do Uruguai é o Conrad Punta del Leste Resort & Casino, da rede americana Caesars Palace. “Seguimos as regras dos Estados Unidos: até US$ 10 mil o apostador não precisa se identificar. Depois disso, é preciso se identificar. Monitoramos tudo, todas as apostas”, explica o diretor de operações do cassino, Mario Mora.

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Jogos de carta como pôquer e 21 também têm vez nos cassinos
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O investimento inicial foi de US$ 300 milhões, em 1997. Desde então, investiu-se no cassino cerca de US$ 2 milhões por ano em instalações e equipamentos – a maior parte das 550 máquinas caça-níquel do Conrad vêm de Nevada, nos EUA, e parte vem da Áustria e da Alemanha. Já as roletas vêm da Eslovênia. O cassino aquece a economia local, especialmente na baixa temporada, durante o inverno, quando o balneário praticamente fecha.

Segundo Mora, as máquinas caça-níquel custam entre US$ 10 mil e US$ 20 mil cada, mas é possível comprá-las usadas por apenas US$ 500. “Outros cassinos vendem as máquinas depois de 4 ou 5 anos. Nós, não. As que não usamos, destroçamos por questão de segurança, para que nenhuma máquina nossa apareça no Brasil, por exemplo”, diz. De acordo com o diretor, os principais compradores de máquinas usadas são cassinos do Caribe e da África.

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No Conrad, há anualmente um crescimento de 10% no número de clientes, que gastam em média US$ 300 em caça-níquel e o dobro deste valor nas mesas de jogos. Com 600 funcionários, o cassino é responsável por 70% do faturamento do resort. Para isso, realiza voos charter do Brasil direto ao balneário todas as quintas-feiras e domingos e aposta em atrações como o chef de cozinha Malaquias, do Hotel Blue Mountain de Campos de Jordão, para atrair cada vez mais turistas brasileiros.

“Há cassinos na Argentina, Colômbia... No Peru e no Chile abriram 20 novos só nos últimos três anos”, calcula o diretor, lembrando que “na Venezuela e no Equador (os governos) fecharam todos.” No Caribe, os principais destinos para quem deseja apostar são Porto Rico, Aruba e República Dominicana. E os brasileiros certamente estão – e estarão cada vez mais – entre os principais clientes de todas as casas de jogos nesses países, acredita Mora.

*o iG viajou a convite do Conrad Punta del Este Resort & Casino

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