Museus em homenagem às obras de Torres García, Gurvich, Figari e Blanes ajudam a conhecer história e cultura local

Museo Municipal Juan Manuel Blanes, no Prado
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Museo Municipal Juan Manuel Blanes, no Prado
"A História da Arte mostra que todos os povos passam do puramente imitativo ao abstrato. Essa evolução não é eventual: obedece à tendência da Humanidade”, dizia o pintor Joaquín Torres-Garcia (1874- 1949), principal expoente das artes uruguaias. Mestre do Universalismo Construtivo – como é chamada a sua corrente estética –, Joaquín é um dos artistas uruguaios que mais influenciou, através da sua obra e de seu trabalho como professor, a história cultural de seu país. Tendo sido um dos poucos a deixar uma escola que ultrapassasse as fronteiras locais.

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Essa grande influência pode ser notada nos principais museus de Montevidéu , capital do Uruguai. Um deles é o próprio Museo Torres García , localizado na Cidade Velha, criado para manter viva a memória e o trabalho do precursor da arte moderna da América. Em seu acervo há uma reprodução do mural Pax, extraviado no incêndio do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1978, e o famoso mapa que apresenta a América do Sul de cabeça para baixo.

Discípulo de Torres García, o lituano José Gurvich (1927-1974) também tem um espaço, na Cidade Velha, todo dedicado a sua obra. Escultor, pintor e muralista, Gurvich chegou ao Uruguai aos cinco anos e conheceu Torres García aos 17. Dos costumes judaicos familiares e da proximidade com o mestre uruguaio, Gurvich extrairia os principais motes de seu trabalho. Destaque para as obras em homenagem aos Kibutzs e suas versões de Adão e Eva.

Distante da revolução proposta por Torres García, Pedro Figari (1861-1938) é reconhecido internacionalmente como o pintor das tradições rioplatenses. Advogado, político e escritor, Figari ajudou a legitimar hábitos e costumes da comunidade negra e do candombe, cultura de origem africana que se tornou parte do folclore do Uruguai. Calcula-se que em 15 anos de sua vida, criou mais de 4000 pinturas. Algumas delas podem ser vistas no Museo Figari , na Cidade Velha, e no Museo Municipal Juan Manuel Blanes , no Prado.

Juan Manuel Blanes (1830-1901) é outro pintor uruguaio que retratou momentos épicos e personagens que formaram a história do Uruguai e de outras civilizações. Seu retrato do general Osório integra hoje o acervo da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Estado do Rio de Janeiro.

No museu uruguaio também se pode ver uma das pinturas mais emblemáticas da história do país: "O Juramento dos Trinta e Três Orientais”, de Blanes. Na parte externa do edifício, encontra-se o charmoso e único jardim japonês do país.


Serviço:

Museo Figari
End: Juan Carlos Gomes 1427
Tel: (598) 2915-7065
Horário: de terça a sexta-feira, das 13h às 18h, e sábado, das 10h às 14h
Preço: gratuito


Museo José Gurvich

End: Solano Antuña 2749, 202
Tel: (598) 2712-0512
Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e sábado, das 11h às 15h
Preço: 50 pesos

Museo Municipal Juan Manuel Blanes
End: Avenida Millán 4015
Tel: (598) 2336-2248
Horário: De terça-feira a domingo, das 12h às 17h45
Preço: gratuito


Museo Torres García

End: Peatonal Sarandí 683
Tel: (598) 2916-2663
Horário: De segunda-feira a domingo, das 9h30 às19h30, e sábado, das 10h às 18h
Preço: 60 pesos

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