Objetividade e controle do tempo são essenciais para quem quer aproveitar a viagem de navio para desbravar as escalas

A melhor forma de conhecer uma cidade é, sem dúvida, dedicar-se a ela “in loco”, desbravando suas ruelas, costumes, cores e sabores. Ainda que a aventura dure apenas um fim de semana. Mas, quem decide aproveitar as paradas de um cruzeiro marítimo  para ticar mais alguns lugares no mapa mundi, sabe que esse namoro cultural não poderá durar tanto. Afinal, tirando raras exceções, o navio não ficará atracado por mais do que 12 horas . Tempo suficiente, na maioria das vezes, apenas para um flerte e a promessa de voltar.

Veja na galeria algumas dicas para não cair em roubadas na viagem de navio.

Para aproveitar melhor cada desembarque, o ideal é, antes mesmo de começar a viagem, fazer uma boa pesquisa do que ver em cada ponto de parada e a que distância as atrações estarão do porto. Já traçando um itinerário de visita. Lembre-se: o tempo em terra firme sempre será cronometrado e, caso você se atrase para voltar, correrá o risco de ser deixado para trás sem dó nem piedade. Na dúvida, limite-se a conhecer as adjacências do porto, ir a algum restaurante e fazer compras nos arredores da orla.

Uma alternativa mais segura é comprar os pacotes turísticos vendidos ainda a bordo, que vão de city tours e shows a refeições em restaurantes típicos. Com um guia responsável pela coordenação do tempo e contatos no navio, sua chance de ser abandonado cai drasticamente (por ter adquirido um produto da empresa, o navio é obrigado a te esperar), mas o serviço costuma ter um preço mais salgado do que aqueles praticados por agências ou guias locais.

Se os pontos de parada já forem conhecidos, a coisa muda um pouco de figura. Afinal, você já saberá exatamente onde ir (ou não) e quanto tempo levará de um ponto a outro. Nesse caso, vale até negociar com um taxista em terra para agilizar a locomoção. Mas cuidados com guias espertinhos, sem compromisso com o horário do seu retorno.

No caso de cruzeiros nacionais, especialmente os minicruzeiro (como são conhecidos aqueles com até de cinco dias de duração), a decisão de descer ou não a cada parada pode ficar mais fácil. Com desembarques em pontos geralmente conhecidos e de fácil acesso por carro, pode-se optar por curtir o navio com menos gente na piscina, ou simplesmente variar um pouco a rotina de alto mar para estirar-se na areia da praia.  Até porque, por mais intensa que seja a programação a bordo, ela costuma ser atenuada durante os momentos em que uma escapadinha à terra firme é possível.

O segredo está em equilibrar expectativas e realidade, e ter em mente que o principal foco de um cruzeiro sempre será a vida no navio em si.

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