Temporada, que começa no mês que vem, pode ser um bom pretexto também para misturar o passeio com negócios

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Cruzeiro é forma de fazer turismo democrático em família
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Cruzeiro é forma de fazer turismo democrático em família

Desde pequeno, Antônio Vicente Zuffo é aficionado por passar temporadas em alto-mar. A paixão por ficar em meio à imensidão do oceano dentro de um navio foi herança do avô. “Às vezes, eu ia com ele até o porto só para me despedir dele e ficar mais próximo das embarcações”, conta o engenheiro e empresário do ramo audiovisual. Somente neste ano, ele vai percorrer centenas de milhas, nos cruzeiros que já fez — entre eles, costa dos Estados Unidos e Dubai — e naqueles que ainda vai fazer. O último roteiro de 2012 vai coincidir com a comemoração de Ano-Novo. “Vou com meu filho, nora e namorada passar o réveillon em Buenos Aires”, relata, acrescentando que, ao todo, serão seis cruzeiros apenas neste ano.

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“Sou um típico viciado em cruzeiros. Já fui umas dez vezes para Salvador de navio só pelo prazer de navegar, nem desço mais. No ano passado, fui a uma reunião de negócios no Rio de Janeiro em um minicruzeiro de dois dias”, acrescenta. “Gosto do ambiente do navio, de ficar na sacada olhando o mar. Isso desestressa do trabalho e dá uma sensação de independência.”

Entre as dezenas de viagens que já fez, Zuffo conta que um dos roteiros que ele mais gostou foi percorrer os países banhados pelo Mar do Norte, como Noruega, Dinamarca e Ilhas Britânicas. “Já entre os cruzeiros temáticos, mais interessante é o de dança, porque eu adoro dançar”, aponta.

Outro executivo que não perde a oportunidade de cruzar os mares é Luis Largman, diretor da gestora Bream, que é voltada para o mercado imobiliário. “Quando se vai de avião para algum destino, perde-se tempo no deslocamento. A vantagem do navio é que a viagem também faz parte do entretenimento. Sem falar que há programação para toda a família. Com isso, ao mesmo tempo que congrega todo mundo, respeita-se a individualidade de cada um.”

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Francisco Ancona, consultor de marketing da Costa Cruzeiros, conta que quem viaja pelo litoral da América do Sul quase não sai do navio quando ele atraca nos portos, já que a embarcação é o grande atrativo da viagem. Por sua vez, quando o roteiro passa pelas ilhas do Caribe ou pelos países da Europa, o objetivo é exatamente o oposto: conhecer os locais. Não é à toa que os navios que percorrem a costa brasileira têm apresentado cada vez mais equipamentos de entretenimento e atividades de lazer. Ancona cita como exemplo spas renomados, salas de cinema 4D, simuladores de golfe e de Fórmula 1, lojas duty free e ainda shows de grandes artistas, como Roberto Carlos. “Outra diferença é que os cruzeiros no Brasil acontecem, em geral, de novembro a abril. Já na Europa acontecem o ano inteiro”, aponta.

Ricardo Amaral, diretor geral da Royal Caribbean no Brasil e recém nomeado vice-presidente da Royal Caribbean para América Latina, conta que os brasileiros viajam, em geral, com a família em cruzeiros. “É claro que existem os temáticos, como o do Carnaval em Salvador que reúne mais jovens, mas todo mundo gosta de viajar. Acabou aquele mito de que as pessoas passam mal em alto-mar”, afirma o executivo que também é presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar). Segundo Amaral, a temporada vai trazer 15 navios ao litoral brasileiro e a expectativa é atrair 762 mil turistas para os 277 roteiros de viagens. Hoje, o Brasil ocupa a quinta colocação no ranking mundial do mercado de cruzeiros.

Para embarcar nos roteiros exclusivamente brasileiros ou para países do Mercosul, é necessário portar carteira de identidade válida ou passaporte. Já no caso de cruzeiros internacionais, é importante verificar se o país exige que se tire visto. Outra dica é verificar na Anvisa se o destino exige que o viajante tome determinadas vacinas.

“Em geral, o traje nos navios é casual. A exceção é fica por conta do jantar de gala com o capitão que pede uma roupa mais elegante”, acrescenta Ancona. “Outra dica é sempre levar o cartão de crédito. Nem sempre os pacotes de viagem incluem a bebida. Neste caso, deve ser paga à parte.” 

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