As vantagens do trabalho: viajar, conhecer pessoas de diferentes culturas, economizar. Entre as dificuldades, ficar meses longe de casa, trabalhar duro, dividir a cabine com um colega

O navio americano Marina tem uma população gigante e variada. A maioria dos 700 funcionários tem 20 e poucos anos. Alguns embarcaram em busca de aventura, com vontade de viajar, conhecer o mundo e fazer amigos. Outros conseguiram o trabalho numa agência de empregos e foram para o mar para subir na vida e economizar dinheiro. "Se eu quiser, não gasto nada. A hospedagem e a alimentação estão garantidas. Não pago aluguel e nem comida", diz o ucraniano Andriy Khimich, de 27 anos. Uma reclamação dele é a de quase todos: saudade de casa. "Sou casado e minha mulher está tentando vir trabalhar aqui também."

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Nem todo mundo está preocupado com a solidão a bordo. "O navio é minha vida, por mim ficaria aqui direto", diz o russo Pavlo Stanislavenko, de 34 anos. "Depois de seis meses a bordo, tenho dois de férias. Depois não sei se volto para este mesmo navio ou outro da mesma companhia." Alguns reclamam de ter de dividir cabine com um colega: a tripulação fica hospedada do terceiro ao sétimo andar do navio, numa área separada dos hóspedes.

A Oceania Cruises é considerada um bom patrão. "Eles tratam bem os funcionários. Acham que, se estivermos felizes, vamos cuidar bem dos hóspedes", diz a filipina Anne Huab, de 28 anos.  Stellan Coltan, da Romenia, diz que, nos intervalos do trabalho, dá para passear um pouco e aproveitar o navio. "Algumas horas por dia vamos para fora do navio, quando estamos ancorados. Senão, depois do trabalho podemos jogar ping-pong ou ir à academia."

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