Atração turística ancorada na Escócia permite vivenciar um pouco da vida de luxo da monarquia britânica

Agência Estado

O navio Brittania, em 1997, durante viagem oficial da rainha a Hong Kong
Getty Images
O navio Brittania, em 1997, durante viagem oficial da rainha a Hong Kong

Era outubro de 1997 quando a rainha Elizabeth II concluiu a última viagem a bordo do Britannia, o iate da família real, pisando em terra firme exatamente às 15h01. Quem visita o navio, hoje transformado em atração turística, percebe que seus relógios seguem marcando o mesmo horário, como um ato simbólico de preservar os momentos históricos vividos ali, ao longo dos 44 anos em que a embarcação esteve a serviço real.

Construído em 1952 pela companhia escocesa John Brown & Co - o que justifica estar atualmente ancorado em Edimburgo -, o iate conta com toda pompa e conforto dignos da realeza britânica. Foi usado em inúmeras recepções oficiais, tendo como visitantes figuras tão ilustres quanto Sir Winston Churchill, Nelson Mandela, Ronald Reagan e Rajiv Gandhi, e, quanto aos percursos em alto mar, foram mais de 1 milhão e 500 mil quilômetros navegados ao redor do mundo. Muitos deles em compromissos oficiais, mas, principalmente, em férias da realeza.

São justamente as lembranças dos momentos de descontração da família real que fazem a visita ao Britannia ser encantadora. Pelas paredes do navio, fotografias e telas animadas retratam Vossa Majestade e familiares em trajes informais, gestos autênticos e estampando os mais sinceros sorrisos. Foi ali, por exemplo, que príncipe Charles e Lady Di passaram a lua de mel, em 1981, ou que o casal, junto com os filhos William e Harry, viajou em períodos de férias. Tais episódios renderam imagens memoráveis, expostas em porta-retratos pelos cômodos da embarcação. Museu.

A decisão de aposentar o iate se deu quando engenheiros da família real concluíram que sua manutenção já não apresentava um custo-benefício satisfatório. A rainha, então, apoiou a ideia de transformá-lo em uma espécie de museu, aberto ao público (o ingresso custa 11,75 libras ou R$ 38 no royalyachtbritannia.co.uk ). Seus cinco andares são acessíveis, ou seja: o visitante percorre os cômodos reais, escritórios, salas de recepção, de música e de jantar - onde cerimônias de gala são realizadas até hoje. Áreas destinadas à tripulação também estão abertas, como dormitórios, cozinha e lavanderia.

O navio conta ainda com sua própria loja de doces: fudges, caramelos e balas fabricados ali, que já foram a alegria das crianças da família real, hoje estão à venda para os turistas. Quase no deque, o chamado sun lounge era um dos cômodos preferidos de Elizabeth II, com poltronas confortáveis, um minibar e um rádio para a monarca ouvir notícias. Do lado de fora está o sino, símbolo máximo do Britannia e único elemento que leva o nome do navio - de tão famoso, era reconhecido ao longe por outras embarcações. No último andar do iate, com vista panorâmica, o turista pode se deliciar com um típico chá da tarde inglês (não incluído no valor do ingresso), com quitutes como os famosos scones, bolos e tortas, todos produzidos na cozinha do navio. Para fechar a visita com a maior tradição da nobreza britânica.


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