Lazer em clima elegante e informal Por Mônica Nóbrega Los Angeles, 08 (AE) - Los Angeles gosta de vender Santa Monica como parte indissociável de si, um passeio, um bate-volta à praia

Agência Estado

Los Angeles gosta de vender Santa Monica como parte indissociável de si, um passeio, um bate-volta à praia. Não é. Contra o ritmo frenético de metrópole e a necessidade de pegar o carro para tudo, a cidade litorânea de 94 mil habitantes oferece atmosfera relax em distâncias curtas. E charme, o que as freeways de Los Angeles deixam a dever.

Comecemos pelo que você já ouviu falar: o píer , o mais antigo da costa oeste dedicado à diversão, construído em 1909. Todo mundo vai lá - sim, os moradores também. Em grupos, adolescentes desfilam pelos cerca de 500 metros do centenário piso de madeira. Casais procuram os cantos menos tumultuados para olhar o mar e os surfistas que pegam onda ali ao lado. Famílias curtem roda-gigante, montanha-russa e jogos no Pacific Park. Ou os restaurantes - camarão, cachorro-quente, comida mexicana e hambúrguer nos cardápios, além dos irresistíveis (e enormes) caranguejos pescados ali mesmo. Os pescadores, aliás, ficam lá na ponta, na parte onde o mar é mais fundo. Um ponto ótimo para tirar fotos.

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Santa Monica é uma praia cheia de charme
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Santa Monica é uma praia cheia de charme

A orla tem motivos de sobra para monopolizar as atenções. A faixa de areia é extensíssima. Com aparelhos para musculação e acrobacias, a Muscle Beach é conhecida como o lugar onde foi inventado o culto à boa forma, com frequentadores hollywoodianos como Kirk Douglas e Mae West. Em cima da falésia, o Parque Palisades tem alamedas e sombra. E o mar, gelado, exibe em dias bons as ondas que fazem a fama da Califórnia entre surfistas.

Cosmopolita

A graça de Santa Monica está no fato de ter um clima chique e cosmopolita bem ali, ao lado da praia. Na mala de quem vai à cidade cabem tanto o biquíni e as Havaianas quanto os saltos vertiginosos e bolsas gigantes de grife. Cinco minutos de caminhada a partir da orla são suficientes para encontrar uma elegante área de compras, Third Street Promenade, e restaurantes refinados ou de atmosfera mais relaxada.

O Bergamont Station Arts Center  reúne cerca de 20 galerias (e um café). Um amplo pátio cercado por coloridas casinhas de aspecto industrial cheias de esculturas, pinturas e mostras individuais, onde artistas costumam marcar workshops e bate-papos com o público. Por ali passam, em média, 600 mil visitantes a cada ano.

Às quartas-feiras e sábados, pela manhã, o centro da cidade ganha movimento extra com o Farmer’s Market (ou mercado de produtores), feira livre que ocupa a Avenida Arizona com barracas de ingredientes e flores. Trata-se de uma reunião de fazendeiros orgulhosos de seus pistaches (US$ 7), mirtilos (US$ 6), morangos (U$ 6) e mel (US$ 12). Tudo devidamente orgânico.

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