Depois das igrejas, museus e monumentos históricos, vale dar uma paradinha para apreciar a gastronomia tradicional mineira na cidade

Agência Estado

Parece feito de propósito, para ajudar a recuperar o fôlego que vai se esgotando a cada ladeira vencida. Em praças - ou nos famosos largos que se espalham por toda Ouro Preto, em Minas Gerais - as portinhas gastronômicas desviam a atenção dos monumentos históricos e chamam pelo estômago, literalmente. São aromas, embalagens coloridas, vidros bem trabalhados que, uma vez expostos em prateleiras e vitrines, têm o poder de fazer até o mais desatento dos turistas parar e entrar. Afinal, que paladar resiste aos sabores mineiros?

A começar pelos queijos: minas artesanal, frescal, serro, canastra. Os mesmos exemplares que enriquecem o café da manhã nos lares e pousadas da cidade estão nas casas especializadas, onde a qualidade dos produtos acompanha a diversidade de opções. E atenção, os vendedores dão a dica daqueles que suportam uma viagem mais longa - o minas tradicional dura até três meses fora da geladeira.

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Além de igrejas e museus, Ouro Preto também é famosa pela comida típica mineira
Acervo Setur
Além de igrejas e museus, Ouro Preto também é famosa pela comida típica mineira

Tais lojas dificilmente se concentram só nos queijos. Há área destinada aos temperos - as pimentas caseiras são sensacionais - e doces. Vai do gosto do freguês: há os de compota, inúmeros tipos de doce de leite, cocada, goiabada, marmelada, geleias, etc. Sequilhos caseiros e outros quitutes que vão bem com café também estão por lá. E ir a Ouro Preto e não provar uma de suas cachaças é quase tão improvável quanto pular a visita ao Museu do Inconfidente.

Pertinho da Igreja do Pilar fica a casa da Milagre de Minas, uma das mais conhecidas - ganhou fama por seus efeitos afrodisíacos, resultado da combinação de 15 ervas. Uma vez ali, peça ao atendente para provar outras marcas também - não tem nada não, você está em Minas. Filé, carne seca... - Apesar dos constantes folhetos de restaurantes bufê, Ouro Preto também conta com opções mais requintadas, como o Casa do Ouvidor, um dos mais tradicionais. Instalado em um sobrado na Rua Direita, quase na Praça Tiradentes, ficou conhecido pelos pratos da culinária local e também pelos filés, com maciez extrema.

No Largo São Francisco fica o Bené da Flauta, com vista privilegiada da Igreja São Francisco de Assis, obra de Aleijadinho. Dentre as especialidades está a menina do sobrado, carne seca refogada com pirão de mandioca acompanhada com purê de abóbora e arroz de alho (R$ 36). Cada qual servido em panelas e cumbucas de barro ou pedra-sabão. Aliás, lembrando que tais utensílios são fundamentais na gastronomia local, garanta os seus na Feira do Largo Coimbra, logo em frente. E coloque o sabor mineiro também na sua cozinha.

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